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Os quatro segredos da vida longa

Descubra os quatro segredos da vida longa revelados nas pesquisas de algumas das principais universidades do mundo.

Quer saber o segredo da longevidade? Pesquisas apontam que a saúde mental tem, pelo menos, o mesmo peso que a física. Isso explicaria algumas contradições como pessoas com hábitos alimentares saudáveis parecerem mais velhas do que são. Também seria a chave do segredo de um amante do fast-food ultrapassar a casa dos 90 anos. Segundo a ciência, isso tem a ver com resiliência, grau de escolaridade, otimismo e boas amizades. Veja os quatro estudos sobre o assunto:

1. Visão positiva da velhice pesa mais que dieta

Um estudo da Universidade de Yale, em 2002, seguiu 650 pessoas e descobriu que voluntários otimistas com a velhice viveram 7,5 anos a mais, em média, quando comparados com outros que tinham visão negativa sobre o passar dos anos. Problemas de saúde preexistentes, fatores de estilo de vida, status socioeconômico, ou gênero, não influenciaram o resultado.

2. Amigos aumentam a expectativa de vida

O Estudo Longitudinal Australiano do Envelhecimento investigou o quanto as relações afetivas interferem na longevidade. Para isso, os pesquisadores acompanharam 1.500 pessoas de 70 anos e acima dessa faixa etária. Perceberam que os indivíduos com grande círculo de amizade vivem 22% mais anos do que quem tem poucos amigos. O convívio com a família não aumentou a longevidade.

3. Escolaridade prolonga a vida

Um estudo realizado, em 1999, pela Universidade de Columbia sobre longevidade aponta que educação continuada é mais importante do que bons cuidados médicos. Outra pesquisa descobriu que cada ano adicional de escolaridade para homens nos Estados Unidos está associado a uma redução de 8% na mortalidade.

4. Resiliência é fundamental

Fator de destaque na extensão da vida ­– a frente de dieta e exercício – é a capacidade de encontrar significado depois da perda de entes queridos. Quanto mais envelhecemos, maior a importância dessa habilidade emocional, porque inevitavelmente, nossos amigos e familiares começarão a morrer.

Fonte: http://www.plenae.com

Sal, saúde e doença | Artigo

A resposta da pressão arterial ao sódio é heterogênea. Cerca de 30% a 50% das pessoas hipertensas têm pressão sensível ao sal. Veja no artigo do dr. Drauzio a relação entre sal, saúde e doença.

O sódio é essencial para a vida. Mantém o equilíbrio hídrico do organismo, interfere com a absorção de nutrientes, a transmissão de impulsos nervosos e a contração muscular, entre centenas de outras ações.

No homem e em outros animais, a falta de sódio estimula o apetite pelo sal de cozinha (cloreto de sódio), característica inata capaz de gerar respostas motivacionais que levam à procura de líquidos e alimentos salgados.

A farta disponibilidade atual tornou difícil a distinção entre a necessidade de sódio e a preferência pelo sabor salgado. Embora ligada à fisiologia, a fome de sal sofre influência do paladar, cultura, costumes sociais e hábitos alimentares, fatores que independem das exigências orgânicas.

Dietas ricas em sal contribuem para elevar a pressão arterial em diversos animais de laboratório. Povos caçadores-coletores que vivem em comunidades isoladas apresentam níveis pressóricos mais baixos, que pouco aumentam com o passar dos anos. Ao adotar o estilo de vida das sociedades industrializadas, os níveis sobem.

Análises que avaliam os resultados de vários estudos em conjunto (meta-análises), revelam que hipertenso submetidos a dietas hipossódicas apresentam quedas mais expressivas da pressão do que aquelas observadas em normotensos, quando fazem o mesmo.

Por outro lado, a restrição abrupta e radical de sódio libera na circulação mediadores associados a complicações cardiovasculares. Reduções mais modestas não causam esse efeito, razão pela qual caíram no abandono as dietas sem nenhum sal do passado.

A resposta da pressão arterial ao sódio é heterogênea. Cerca de 30% a 50% das pessoas hipertensas e uma parcela menor das normotensas têm pressão sensível ao sal. Entre elas, estão principalmente as mais velhas, as obesas, as portadoras da síndrome metabólica, de diabetes e as de ancestralidade negra.

A pressão arterial guarda relação com outros componentes da dieta. Deficiências de potássio ou cálcio potencializam a sensibilidade ao sal.

Modelos experimentais de hipertensão comprovam a existência de predisposição genética para essa sensibilidade. Em seres humanos, sabemos que os negros apresentam excreção mais lenta de sódio e maiores aumentos pressóricos em resposta a dietas muito salgadas.

Meta-análise de 13 estudos, que somaram 177 mil participantes, demonstrou que o consumo excessivo está associado ao risco de derrames cerebrais e ao total de complicações cardiovasculares.

Em pessoas hipertensas tratadas com medicamentos, tanto a ingestão excessiva quanto as dietas com grandes restrições de sódio são fatores de risco para complicações cardiovasculares.

Nos anos 1970, a Finlândia implementou iniciativas para reduzir o consumo de sal na população. Entre 1979 e 2002, os valores das pressões máximas e mínimas caíram em média 10mm e as mortes por doenças cardiovasculares diminuíram 75% a 80%.

Em 2004, com o engajamento voluntário da indústria alimentícia, o governo britânico organizou campanhas semelhantes pela mídia. Quatro anos mais tarde, a ingestão diária havia diminuído de 9,5 g para 8,6 g.

Medidas adotadas com os mesmos objetivos nos Estados Unidos, em 2005, recomendavam que os americanos não ingerissem mais do que 5,8 g/dia. Pessoas com hipertensão, diabetes, doença renal crônica ou ascendência negra – contingente que corresponde à metade dos habitantes do país – não deveriam ultrapassar 3,8 g.

Os americanos estão longe desse objetivo: consomem 8,5 g/dia, cerca de 77% dos quais em restaurantes e alimentos processados.

A Organização Mundial da Saúde estabeleceu como meta a redução dos níveis para menos de 5 g/dia, até 2025.

O Ministério da Saúde recomenda que a ingestão diária não ultrapasse 5 g, quantidade muito abaixo dos 12 g que a média dos brasileiros ingere todos os dias.

O Ministério calcula que, se o consumo caísse para 6 g/dia, seriam evitadas 6.377 internações hospitalares anuais, por acidentes vasculares cerebrais, infartos do miocárdio e hipertensão arterial. Estima, ainda, que para cada grama de redução diária o SUS economizaria R$ 3,2 milhões por ano.

Nota: Para transformar a massa de sódio em cloreto de sódio, basta multiplicá-la por 2,5.

Fonte: https://drauziovarella.uol.com.br

Projeto incentiva criação de Programa Tecnológico à Terceira Idade

Pessoas com ou mais de 60 anos de idade poderão ter mais um incentivo para buscar o conhecimento quanto ao uso da tecnologia. Isso é o que propõe Projeto de Lei apresentado nesta terça-feira (21), pelo deputado Zé Teixeira (DEM), que autoriza o Poder Executivo a instituir o Programa de Incentivo Tecnológico à Terceira Idade no Mato Grosso do Sul.

A proposta tem como objetivo promover ações com “instruções sobre o uso da internet, acesso a email, manuseio de smartphones e aplicativos” e outras atividades de aprendizagem de ferramentas digitais. A programação aos idosos será realizada nas dependências de escolas públicas e ministrada voluntariamente pelos alunos do Ensino Médio, que queiram e tenham acima de 15 anos de idade.

Quem se propuser à ensinar deverá se cadastrar na diretoria da escola e ministrará a atividade de forma extracurricular, em horário não conflitante com as aulas, com no mínimo de 60 minutos de duração. As despesas da execução da nova lei, caso o projeto seja aprovado, serão decorrentes de dotação orçamentária própria consignadas no orçamento e o Executivo regulamentará a nova norma em até 30 dias após publicação em Diário Oficial.

O deputado justificou que a finalidade é também diminuir a desigualdade digital. “Com o advento das novas tecnologias diariamente a sociedade tem a necessidade de se reinventar e aprender, o que seguramente não deixa mais dúvidas sobre o impacto positivo que o mundo digital pode trazer para as pessoas da terceira idade. E assim os alunos voluntários, de forma acolhedora, estarão inserindo os interessados nas novas tecnologias, colaborando com a inclusão social na melhor idade”, argumentou Zé Teixeira.

O projeto agora segue para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), antes de ser votado em primeira discussão em plenário.

Fonte: https://www.agorams.com.br

Vitaminas e suplementos | Artigo

Não há evidências de que a ingestão de vitaminas e suplementos alimentares torna a pessoa mais saudável. Ao contrário, se consumidos em excesso, podem ser prejudiciais.

O mercado mundial de vitaminas e suplementos alimentares é bilionário. Só no Estados Unidos, movimenta U$ 30 bilhões anuais, com mais de 90 mil produtos vendidos pela internet ou expostos em lojas, que mais parecem hipermercados.

Inquérito recente revelou que 52% dos americanos adultos consomem um ou mais desses produtos, enquanto 10% fazem uso de pelo menos quatro. Vitaminas e sais minerais (micronutrientes) lideram as vendas.

O consumo está baseado na crença religiosa de que, dessa forma, o usuário mantém a saúde e evita doenças. Digo religiosa, porque nenhum estudo científico até hoje realizado foi capaz de demonstrar qualquer benefício dessa prática em pessoas bem nutridas.

Ao contrário, a ingestão de certos micronutrientes em doses diárias mais altas do que as recomendadas (betacaroteno, ácido fólico, vitamina E, vitamina A e selênio, por exemplo), pode aumentar a mortalidade geral e o número de óbitos por câncer e acidentes vasculares cerebrais hemorrágicos.

Em desacordo com a crendice popular, o ideal é que a fonte de vitaminas e sais minerais seja a alimentação. Uma dieta rica em vegetais e proteínas oferece os micronutrientes em proporções biologicamente equilibradas, enquanto a administração de um deles, em doses altas, corre risco de afetar o equilíbrio fisiológico do organismo.

Isso quer dizer que a prescrição de vitaminas deve ser abandonada? Não, mas é preciso critério para receitá-las apenas nas condições em que existem evidências científicas dos benefícios.

  • Gravidez: No primeiro trimestre, toda mulher deve tomar ácido fólico para prevenir malformações do tubo neural do feto. É um dos raros micronutrientes biodisponíveis mesmo na forma de suplementos ou alimentos fortificados. As grávidas devem ser aconselhadas a adotar dietas ricas em ferro e a fazer reposição se tiverem níveis baixos de hemoglobina. As vantagens da vitamina D e do cálcio não estão comprovadas.
  • Bebês e crianças: Bebês amamentados exclusivamente com leite materno devem tomar 400 unidades diárias de vitamina D desde o nascimento, até começar a receber leite fortificado com esse micronutriente. A partir dos quatro meses, é preciso suplementar ferro até a adoção de dietas contendo esse mineral (geralmente depois dos seis meses).
  • Adultos mais velhos: Depois dos 50 anos, algumas mulheres e homens podem ter dificuldade de absorver vitamina B12. Nesses casos, estão indicados alimentos fortificados ou suplementos. Vitamina D deve ser receitada para aqueles que não se expõem adequadamente à luz solar. Quanto à reposição de cálcio (muito popular no passado), vários estudos levantaram a suspeita de que possa aumentar o risco de cálculos renais e doenças cardiovasculares. Em virtude dessas preocupações, a indicação deve ficar restrita aos que não consomem quantidades suficientes de leite, laticínios e vegetais escuros. Nessas situações, é mais prudente que a dose não ultrapasse 500 mg/dia.

Existem outras condições que exigem suplementação: cirurgia bariátrica (complexo B, ferro, cálcio, zinco, cobre e multivitaminas), anemia perniciosa (vitamina B12), doença de Crohn e outras doenças inflamatórias intestinais (ferro, vitamina D, zinco, magnésio e multivitaminas), osteoporose (vitamina D, cálcio e magnésio).

Considerar reposição, ainda, quando houver uso prolongado de medicações como os inibidores de bomba de prótons omeprazol, esomeprazol, pantoprazol (vitamina B12, cálcio e magnésio), metformina para diabetes (vitamina B12) e dietas restritivas ou pobres em micronutrientes (multivitaminas, B12, cálcio, vitamina D e magnésio).

Caríssimo leitor, se você é daquelas pessoas bem alimentadas que não se enquadra nas situações descritas, mas tem fé nas vitaminas e suplementos industrializados para ajudá-lo a preservar a saúde e a prevenir gripes, resfriados, infartos e outras enfermidades, tire o cavalo da chuva. Nenhum medicamento da medicina do século 21 tem esse poder milagroso.

Sem contar com a ajuda da farmacologia, só resta uma alternativa: menos excessos alimentares e mais atividade física. Não dá para passar o dia sentado comendo tudo o que está por perto.

Fonte: https://drauziovarella.uol.com.br

Expectativa de vida do brasileiro sobe para 76 anos; mortalidade infantil cai

A expectativa de vida ao nascer continuou a subir no Brasil em 2017, atingindo 76 anos, contra 75,8 anos em 2016, segundo as Tábuas Completas de Mortalidade, divulgadas hoje pelo IBGE. A melhora também foi sentida na taxa de mortalidade infantil (probabilidade de óbito até um ano de idade), que ficou em 12,8 a cada mil nascidos vivos, contra 13,3 no ano anterior.

#praCegoVer Indicadores demográficos do Brasil, comparando 1940 com 2017

A esperança de vida das mulheres chegou a 79,6 anos e continuou maior que a dos homens, que ficou em 72,5 anos. Regionalmente, Santa Catarina apresenta a maior esperança de vida (79,4 anos), seguida por Espírito Santo (78,5 anos), Distrito Federal (78,4 anos) e São Paulo (78,4 anos). Além desses, Rio Grande do Sul (78,0 anos), Minas Gerais (77,5 anos), Paraná (77,4 anos) e Rio de Janeiro (76,5 anos) são os únicos que possuem indicadores superiores à média nacional. No outro extremo, com as menores expectativas de vida, estão Maranhão (70,9 anos) e Piauí (71,2 anos).

“Temos uma certa gordura para queimar em relação à expectativa de vida. No Brasil, tendemos a convergir para o nível dos países desenvolvidos, que estão na faixa dos 83 anos. É uma diferença ainda considerável, mas, se pensarmos que existem países na faixa dos 50 anos, vemos que estamos mais próximos dessa faixa superior”, explica o pesquisador do IBGE Marcio Minamiguchi.

A tendência é que esse aumento continue de forma gradual e cada vez mais lenta, uma vez que o salto dado no passado foi fruto, sobretudo, de uma forte queda na mortalidade infantil. “Inicialmente, os ganhos se davam pela redução da mortalidade entre os mais jovens, em função da própria natureza dos óbitos. É algo que não necessita de grandes avanços tecnológicos, como a consciência de que é necessário dar água potável para as crianças. O próprio soro caseiro foi importante na década de 1980”, complementa Minamiguchi.

A taxa de mortalidade infantil, entretanto, manteve sua trajetória de queda em 2017: de 13,3 a cada mil nascidos vivos em 2016 para 12,8. A redução também foi sentida na taxa de mortalidade no grupo de 1 a 4 anos, que ficou em 2,16 em 2017. A tendência, segundo Minamiguchi, é que os óbitos se concentrem cada vez mais nas crianças de até 1 ano, cujas mortes são causadas, predominantemente, por questões congênitas, como a má formação.

“No grupo de 1 a 4 anos, predominam causas ligadas ao ambiente em que a criança vive, como a falta de saneamento básico. No grupo de até 1 ano, temos muitos óbitos que ocorrem nas primeiras semanas de vida da criança, causadas sobretudo por doenças congênitas”, explica.

A queda na mortalidade infantil nas últimas sete décadas está amplamente relacionada ao aumento da expectativa de vida. Enquanto a taxa de mortalidade infantil caiu de 146,6 (1940) para 12,8 (2017), a esperança de vida ao nascer foi de 45,5 anos (1940) para 76 anos (2017).

Fonte: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br

A moda do glúten | Artigo

Tirar o glúten da dieta sem que haja indicação médica para isso pode tornar a alimentação pouco nutritiva.

Nunca houve tantos modismos na dieta quanto hoje.

Na segunda metade do século passado, os serviços de saúde americanos decidiram considerar a gordura animal, um veneno que obstruía coronárias e artérias cerebrais. A consequência foi o consumo excessivo de carboidratos, que disseminou a epidemia mundial de obesidade.

O início deste século assistiu ao nascimento de dietas surpreendentes: neandertais, sem lactose, sem glúten e até as que condenam tudo o que contém DNA (restariam as pedras, talvez).

Nos últimos 10 anos, as dietas sem glúten ganharam notoriedade entre pessoas de poder aquisitivo mais alto. O número de mulheres que eliminou esse componente encontrado no trigo, cevada e centeio, explodiu.

A principal razão para o sucesso entre o público feminino não foi uma inesperada intolerância coletiva ao glúten, mas se deveu ao fato de que suprimir esses três nutrientes faz perder peso, porque significa cortar pão, macarrão, bolos, biscoitos, tortas e outros carboidratos simples de índice glicêmico elevado.

Que fundamentos deram origem a essa ojeriza ao glúten, presente em nossas mesas desde que inventamos a agricultura, 10 mil anos atrás?

Existem pessoas geneticamente predispostas a disparar uma resposta imunológica autodestrutiva, quando a mucosa dos intestinos entra em contato com uma proteína presente no glúten, a gliadina. Ao atacar a gliadina, glóbulos brancos imunologicamente ativados provocam uma reação inflamatória na mucosa, que atinge a camada abaixo dela.

Evitar glúten, lactose e todos os alimentos que contêm OMDPPFs torna as refeições restritivas, monótonas e com risco de não oferecer os micronutrientes essenciais ao organismo.

Conhecido como doença celíaca, esse quadro é caracterizado por flatulência, diarreia, obstipação, cólicas, lesões de pele, emagrecimento e fadiga, entre outros sintomas.

O número de pacientes com diagnóstico de doença celíaca na população é proporcionalmente insignificante, quando comparado aos que alegam benefícios ao evitar alimentos que contêm glúten.

Numa discussão sobre esse tema na revista “Science”, Kelly Servick calcula que apenas nos Estados Unidos, vivam 3 milhões de pessoas sem doença celíaca, que declararam guerra ao glúten. No Brasil, o número é desconhecido.

Descontadas as que seguem o modismo, uma pequena parte delas tem sintomas compatíveis com alergia a alguma proteína do glúten diferente da gliadina: flatulência, cólicas, diarreia, náuseas, fadiga e até dores articulares.

Embora os autores concordem com a existência desses casos de intolerância não celíaca, divergem no entendimento dos mecanismos responsáveis por ela.

Um grupo está convencido de que a explicação estaria numa resposta imunológica contra outras proteínas do trigo, patologia obscura batizada com o nome de “sensibilidade não celíaca ao glúten”. A reação não seria mediada pelos glóbulos brancos da doença celíaca, mas pelos anticorpos IgE característicos dos processos alérgicos.

Outros acham que esses pacientes reagiriam à presença de carboidratos não absorvíveis pela mucosa intestinal, existentes no trigo e em outros alimentos. Esses carboidratos são conhecidos pela sigla OMDPPFs (oligossacarídeos, monossacarídeos, dissacarídeos, polissacarídeos e polióis fermentáveis).

OMDPPFs também são encontrados em concentrações elevadas em cebolas, alhos, leite, iogurte, maçãs, cerejas, mangas, assim como em alguns legumes e vegetais que sofrem fermentação no intestino e podem provocar sintomas semelhantes aos da alergia ao glúten. Nesse caso, milhares de pessoas eliminariam trigo, cevada e centeio de suas dietas inutilmente.

Na falta de marcadores que permitam identificar se flatulência, cólicas, náuseas e diarreia são causados pela “intolerância não celíaca” ao trigo ou por carboidratos do tipo “OMDPPFs”, a controvérsia a respeito dos alimentos que devem ser suprimidos divide os especialistas. Evitar glúten, lactose e todos os alimentos que contêm OMDPPFs torna as refeições restritivas, monótonas e com risco de não oferecer os micronutrientes essenciais ao organismo.

O que fazer, prezada leitora, enquanto os especialistas não desenvolvem exames laboratoriais para identificar o tipo de alimento que lhe traz desconforto abdominal?

Use o bom senso: experimente ficar duas ou três semanas sem ingeri-lo. Depois, volte a fazê-lo, para comparar os sintomas nos dois períodos. Se na reintrodução os sintomas retornarem, repita o teste mais uma vez, para ter certeza.

Não vá na onda da moda, não seja Maria vai com as outras.

Fonte: https://drauziovarella.uol.com.br

Vivo contratará funcionários com mais de 60 anos para trabalhar em loja

A minha turma
O programa de diversidade da Vivo inclui também a contratação, para trabalhar nas lojas, de umas 30 pessoas com mais de 60 anos, até o fim do ano. A empresa também ensinou mais de oito mil pessoas da terceira idade a usarem aplicativos de smartphone.

Fonte: https://blogs.oglobo.globo.com