Dicas & Notícias

Idosos realizam sonho de se casarem na igreja em SC

O casal de idosos Cipriano Ramos, de 78 anos, e Lurdes Formes, de 76 anos, realizou o sonho de casar na igreja. A cerimônia foi realizada na última sexta-feira (23), em Chapecó, no Oeste catarinense.

“Desde nova meu sonho era casar, mas não consegui. Nunca casei na igreja. Ele a mesma coisa. Ele aceitou e eu consegui realizar o sonho”, conta Lurdes.

Eles se conheceram em um baile para a terceira idade e já estavam juntos há dois anos. “Eu sempre admirava ela meio de longe. Sempre tinha música, o pessoal dançava. Daí fui convidá-la para dançar e ela voltou para me dar um beijinho”, conta Ramos.

Além de casar na igreja, Lurdes tinha o sonho de que a cerimônia fosse registrada por uma emissora de TV. “Quando eu desci do carro e vi a câmera na frente na igreja, meu Deus, amoleceram as pernas, eu fiquei sem ação. Fui entrando na igreja e deu vontade de chorar”, afirmou.

Ao saber da história, moradores da cidade se mobilizaram para ajudar com os preparativos do casamento, com a doação de roupas e ao oferecer o salão de beleza para a noiva.

“Eu estou me sentindo feliz, realizada, com a consciência leve, tudo mil maravilhas”, afirma Lurdes.

O noivo também comemorou a conquista. “A minha ideia é sempre ter uma companhia, para a gente prosear, tomar um chimarrão junto, sair para passear, para dançar, que a gente gosta”, diz Ramos.

Fonte: https://g1.globo.com

Para especialistas, está na hora de criar a gastrogeriatria

Na semana passada, mais de 7 mil especialistas latino-americanos em doenças do aparelho digestivo se reuniram em São Paulo. O assunto gastroenterologia no idoso foi tema de um curso ministrado por 20 palestrantes do qual participaram 1.400 profissionais. Para o coordenador do curso, o médico Eli Kahan Foigel, que é também secretário geral da Federação Brasileira de Gastroenterologia e diretor do serviço de endoscopia do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, ficou claro para todos que o envelhecimento da população demanda mudanças na abordagem e no tratamento dessas pessoas: “há pouca literatura médica a respeito do idoso e está mais do que em tempo de se criar a especialidade da gastrogeriatria, porque esse é um paciente que tem que ser tratado de modo distinto”.

A polifarmácia, que é a utilização de diversos remédios simultaneamente, é uma realidade para a maioria dos idosos, com efeitos colaterais significativos. O doutor Foigel acrescenta que as doenças crônicas, sejam elas cardíaca, neurológica ou renal, também trazem impacto ao aparelho digestivo, fazendo com que a consulta ao gastroenterelogista ocupe o terceiro lugar entre as mais procuradas pelos mais velhos. Ele lembra que sintomas de mal-estar não podem ser ignorados: “uma azia, aquela sensação de queimação que se arrasta há meses, pode ser sinal de refluxo; uma dor de estômago pode estar associada a gastrite ou úlcera. É fundamental investigar as causas, porque, às vezes, a simples mudança da dieta alimentar de um paciente que esteja há cinco dias sem evacuar resolve o problema”.

O médico ensina que há quatro pilares para prevenir problemas do aparelho digestivo: “o primeiro é a saúde da boca, o que inclui cuidar dos dentes e produzir uma boa quantidade de saliva, que ajuda a combater as bactérias e garante uma boa digestão. Beber água é indispensável, porque o organismo do idoso já é naturalmente desidratado. O segundo pilar é controlar as doenças crônicas. O terceiro é o e estilo de vida, que inclui uma alimentação saudável e fazer exercícios. O quarto é estar alerta para os casos de câncer na família, que devem levar a pessoa a submeter a exames precocemente”. Este blog, inclusive, publicou coluna sobre os cuidados com a boca na semana passada.

Um dos exames preventivos é a colonoscopia, que avalia a mucosa do intestino grosso e do reto, com o objetivo de detectar a presença de pólipos – que devem ser retirados devido ao risco de se tornarem um câncer. O doutor Foigel afirma que o recomendável é realizar a avaliação a partir dos 45 anos, ou antes caso haja histórico familiar da doença: “trata-se de um câncer que, na maioria dos casos, é curável se detectado precocemente”. De acordo com dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), estimam-se 17.380 casos novos de câncer de cólon e reto em homens e 18.980 em mulheres para cada ano do biênio 2018-2019. Traduzindo esses números para o mundo real, é o segundo câncer mais comum em mulheres, e o terceiro nos homens.

Fonte: https://g1.globo.com

Educação e Envelhecimento: como uma coisa ajuda a outra?

Aos poucos, os vários segmentos da sociedade vão tomando consciência da importância da inclusão do idoso nos diversos setores. Destaco a inclusão do idoso aos serviços informatizados. Essa é uma forma de colocá-lo na economia de mercado. São milhões de novos consumidores, incentivando o crescimento econômico do país. E o mais importante: trabalhando o exercício da cidadania através da educação e do acesso à informação.

“Os avanços tecnológicos trazidos pela modernidade, em vez de propiciarem maior aproximação entre as pessoas e as comunidades, paradoxalmente, criaram uma legião de indivíduos isolados nesse novo mundo. Até mesmo dentro da família, o acesso à informática criou núcleos que não se comunicam. Jovens que conversam com computadores e não com os pais, irmão, e avós. Ficam isolados os idosos dentro de suas famílias”. (Roberto Mendes de Freitas Junior – Direitos e Garantias do Idoso).

Assim, chegamos a um impasse. Na mesma proporção da colocação e interesse do idoso em se inserir na sociedade, há a falta de conhecimento da sociedade em lidar com esse nova pessoa que foi criada num mundo e agora se vê à frente de outro mais vibrante  porém, mais solitário. Digo isso porque observo que a sociedade em geral está mais reclusa e interiorizada.

Como lidar com isso? Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2060, o Brasil terá mais de 58 milhões de pessoas na terceira idade. Na pesquisa do órgão, a expectativa de vida dos brasileiros também aumentará. Hoje, as mulheres vivem em média 78,5 anos, contra 71,5 anos dos homens. Os estudos do IBGE apontam que em 2060, as mulheres viverão, em média, 84 anos e os homens 78 anos.

Portanto, já é hora de nos preocuparmos em orientar crianças e jovens no  processo de envelhecimento das pessoas, ao longo da vida. A educação é chave para a promoção do envelhecimento saudável e para a inclusão do idoso na sociedade.

Não é possível, porém, obrigar o Poder Público criar uma disciplina específica sobre o envelhecimento nas escolas. Esse assunto é discutido na política educacional de cada Estado, através da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei número 9394/1996).

Nesse sentido, tramita na Comissão de Educação, Cultura e Esporte, o Projeto de Lei do Senado (PLS) número 501/2015, de autoria do Senador Omar Aziz, do Amazonas, modificando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Este projeto determina que o tema de envelhecimento, envolvendo os cuidados e o respeito aos idosos, integrará currículos da educação básica e será ministrado por profissionais habilitados em gerontologia.

Para o parlamentar:

“ a escola pode ajudar a sociedade a aprender lidar com a população idosa. A escola precisa  ser chamada a colaborar na ação educativa das novas gerações para a compreensão das virtudes e vicissitudes da terceira idade, com vistas a permitir uma convivência intergeracional mais harmônica em benefício de todos “.

Esse Projeto está na Comissão de Educação, Cultura e Esporte , do Senado Federal, desde 20/09/2017, para emissão de Relatório.

Os idosos que recebem apoio (no sentido amplo) beneficiam-se das trocas mútuas. Tendo em vista que a troca de experiências nos relacionamentos melhora os dois lados. Trata-se do bem-estar psicológico e alta qualidade do mesmo. Acredito que os idosos querem pertencer a um grupo que dá e recebe. Quando o idoso transmite alguma experiência, esse ato é mais importante para ele do que tudo. De toda maneira, o importante é a interação.

Fonte: https://idosos.com.br

6 Dicas para prevenir Infecção Urinária

O trato urinário é o local de infecção mais comumente acometido na população idosa, com o avançar da idade sua prevalência aumenta de forma significante tanto entre os homens como na mulheres. Entre estes indivíduos, as principais causas da infecção urinária são diabetes mellitus, presença de bexiga caída (prolapso genital), retenção de urina ou incontinência urinária e menopausa.

Os principais sintomas são dores na bexiga, baixo ventre e costas; necessidade de urinar com bastante frequência e em pequenas quantidades; ardor durante a micção, febre e sangue em casos mais graves. Entre idosos, é bastante comum que confusão mental e delírios sejam os principais sintomas.

Para prevenir este quadro, recomenda-se que alguns hábitos sejam seguidos:

  1. Beber muita água, pois o líquido ajuda a expelir as bactérias da bexiga;
  2. Sempre realizar a higiene íntima de forma bastante cautelosa, mantendo sempre limpa a região do ânus e da vagina/pênis;
  3. Evitar reter a urina por longos períodos. Para quem sofre de incontinência urinária, o ideal é urinar a cada 2 horas;
  4. Utilizar roupa íntima de algodão, e não material sintético;
  5. Caso utilize fralda, troca-la a sempre que necessário ou a cada 4 horas, para evitar que fique úmida e prolifere bactérias;
  6. Reduzir o uso de álcool, fumo, cafeína e temperos fortes, pois são agentes irritantes para o trato urinário.

Fonte: http://grupoconviva.com

O que são doenças psicossomáticas?

Doenças psicossomáticas – ou seja, de fundo emocional -, que atingem um terço da população mundial.

Elas aparecem em qualquer pessoa, em qualquer idade, e podem prejudicar os relacionamentos, a vida pessoal e a rotina.

Saiba como identificá-las e o que é preciso fazer para se livrar dos sintomas.

O que são as doenças psicossomáticas? 

Doenças psicossomáticas (a palavra somatos, em grego, significa corpo) são manifestações orgânicas que podem ser provocadas ou cujos sintomas podem ser agravados por problemas mentais ou emocionais.

É um processo pelo qual a pessoa “transfere” para o organismo a carga emocional decorrente de algum problema que está vivendo.

A conseqüência, muitas vezes, é o surgimento de uma doença ou o agravamento de uma já existente.

Em outras palavras, é quando a pessoa, por não saber expressar suas emoções e externalizar seus conflitos de forma adequada, acaba por armazenar suas tensões em seu corpo.

Isso desencadeia processos no organismo, gerando o estresse que, em longo prazo, provoca o aparecimento de doenças.

“Todos nós já percebemos que, quando passamos por momentos importantes de tristeza, ansiedade, raiva e problemas afetivos, nosso organismo reage.

Conflitos que não encontram espaço para serem resolvidos na mente são transferidos para o corpo”, comenta a psicóloga e psicoterapeuta Olga Inês Tessari.

Carência ou doença real?

As doenças psicossomáticas surgem em momentos de muita ansiedade, estresse e frustração.

E são bastante comum em pessoas “implosivas”, que não costumam extravasar os sentimentos, guardando para si sentimentos como dor e mágoa.

Assim, a tensão causada por eles se acumula no organismo e, uma hora, “explode”, causando manifestações do organismo.

E aí, aparecem doenças como síndrome do pânico, gastrite nervosa, asma, úlcera, artrite e problemas dermatológicos ou sexuais. clique aqui e saiba quais são as outras doenças psicossomáticas mais comuns.

Qualquer pessoa pode somatizar.

Mas existem aquelas que podem ser consideradas “somatizadoras típicas”.

Sofrem com o problema com bastante freqüência e estão constantemente procurando algum tratamento médico.

Estudiosos do tema chegaram à conclusão de que essas pessoas costumam ser carentes.

Os sintomas seriam uma forma de chamar a atenção.

Crianças são um bom exemplo disso.

Quando não têm seus desejos atendidos, algumas delas têm febre para ganhar a atenção da mãe.

Assim, a mãe pára tudo para dispensar cuidados especiais.

E é bastante comum que a garotada exteriorize suas dificuldades emocionais manifestando crises de asma, vômito, cólica ou ainda fazendo xixi na cama.

Mas são os adolescentes e adultos que costumam sofrer mais com a somatização.

Causas

Os sintomas, em geral, iniciam-se antes dos trinta anos de idade.

Ocorrem mais freqüentemente em mulheres, interferindo na vida pessoal, levando à necessidade de um tratamento médico.

A causa ainda não foi descoberta, mas os sintomas costumam surgir em momentos definidos.

Por exemplo, no começo da idade escolar, durante a crise da adolescência ou no início da vida adulta, em função de responsabilidades profissionais e sociais.

São, ainda, resultado de perdas significativas, tais como a morte de um parente ou a perda do emprego.

Também podem surgir com a crise da meia-idade.

Mas por que as doenças psicossomáticas acontecem?

Porque certas condições orgânicas estão ligadas a determinados estados emocionais.

Se algo não vai bem com o indivíduo, o organismo “sente”.

O sistema nervoso central manda várias substâncias para a corrente sanguínea, como neurotransmissores e hormônios – que atuam como reguladores do organismo.

Assim, basta que se esteja em desequilíbrio para as doenças começarem a aparecer.

O papel das emoções

Segundo Olga Tessari, quem sofre com a somatização são as pessoas que têm dificuldade de expressar suas emoções de forma adequada ou que as reprimem.

“São freqüentes os casos em que a doença dura a vida inteira.

As pessoas com esse distúrbio costumam se relacionar com outras pessoas através dos seus sintomas”, diz a psicóloga.

Doentes psicossomáticos têm muita dificuldade em admitir que têm um problema de fundo emocional, justamente por conta dos sintomas físicos que o acompanham.

“Seu raciocínio os faz pensar que, se têm sintomas físicos, certamente é uma doença, e não um problema de fundo emocional.

Isso os leva a ter uma resistência muito grande para procurar tratamento psicológico, mesmo com a insistência dos médicos que os acompanham”, sublinha a Dra. Olga Tessari.

Mesmo quando vão ao psicólogo, esses pacientes o fazem de má-vontade e não conseguem falar de sua vida íntima ou de seus sentimentos, o que leva ao abandono do tratamento.

Como tratar

Para descobrir se a doença é mesmo psicossomática, o médico deve fazer um exame físico detalhado.

Solicitar também exames laboratoriais, para excluir causas físicas dos sintomas, que costumam ser vagos e indefinidos.

Vale dizer que existe a possibilidade de que uma doença real possa passar despercebida pelo médico em pessoas com um distúrbio de somatização por história pregressa de queixas infundadas.

Por isso, a atenção durante o diagnóstico deve ser redobrada.

Nos casos de somatização, o objetivo do tratamento é auxiliar o indivíduo a aprender a lidar com os sintomas físicos e entender que eles têm uma origem psíquica.

É preciso, principalmente, manter uma relação de empatia e confiança com o médico, comparecendo regularmente às consultas para avaliar os sintomas.

O médico, por sua vez, deve explicar ao paciente os resultados dos exames e esclarecer quais os mecanismos que a pessoa utiliza para enfrentar os seus problemas.

Mas é preciso muito tato para manter essa boa relação.

“Não se deve dizer a uma pessoa que seus sintomas são imaginários.

Uma relação ruim com o médico pode agravar o problema”, ressalta Olga Tessari.

A psicóloga comenta que, se não houver tratamento psicológico e mudanças na vida do paciente, a somatização pode se arrastar pela vida inteira.

Um grande passo é aprender a lidar de forma positiva com emoções e conflitos.

São os fatores que geram as doenças psicossomáticas.

Apoio é fundamental 

O apoio de familiares e amigos é muito importante para a auto-estima de um doente psicossomático.

Em primeiro lugar, é preciso entender que a pessoa sofre muito com os sintomas físicos.

A família, segundo a psicóloga, jamais deve questionar ou dizer que seus sintomas são fruto da imaginação.

Isso pode gerar ainda mais sofrimento.

“Acompanhá-la nas consultas médicas, sempre que possível, de forma que possam ter subsídios para convencer a pessoa a buscar tratamento psicológico, pode ajudar a vencer os obstáculos”, recomenda a Dra. Olga Tessari.

Fonte: https://www.avovo.com.br

3 Motivos para o Controle do Diabetes Individualizado.

Em texto anterior abordamos a importância do controle do diabetes na vida adulta para prevenir as principais complicações que podem comprometer a qualidade de vida e a saúde no paciente idoso.

Nesta sessão, abordaremos algumas particularidades do controle desta prevalente afecção na geriatria.

O controle do diabetes em idosos deve ser individualizado. Um médico geriatra é a melhor pessoa para ajudar neste momento.

A primeira particularidade a ser considerada é a grande heterogeneidade que existe entre as pessoas mais velhas. Existem pessoas de 80 anos que praticam esportes diariamente. Alguns dirigem automóveis e são completamente independentes. Ao mesmo tempo, existem pessoas de 80 anos que, pelos mais variados motivos, são acamadas. São idosos dependentes de auxilio para atividades básicas de auto cuidado, como banho, por exemplo.

O segundo ponto importante é o tempo de diabetes do pacientes e o adequado controle até o momento. O paciente mais velho portador da doença há 20 anos mas com adequado controle é completamente diferente do paciente portador da doença por 20 anos (ou até menos), com controle inadequado.

Terceiro, a mudança na composição corporal e nas diversas funções dos órgãos tem impacto direto no efeito das medicações. As medicações para controle do diabetes podem gerar hipoglicemia mais facilmente (glicose baixa) e esses episódios podem ser extremamente perigosos, gerando quedas, fraturas e prejudicando a memória.

Além disso, devemos levar em conta outras particularidades como:

  • Visão – pacientes com dificuldade de enxergar podem ter problemas na ampliação de insulina, por exemplo.
  • Fatores sociais e da dinâmica familiar – o idoso que mora sozinho e faz uso de medicações que abaixam a glicemia tem o risco aumentado de hipoglicemia se por vezes não se alimentam adequadamente, entre outras.

Por esses motivos, o alvo de controle do diabetes deve ser individualizado. Caso a caso, bem como o tipo de medicação escolhida. O paciente diabético com mais idade deve ser avaliado de maneira ampla pelo seu médico geriatria a fim de determinar o alvo mais seguro e as medicações mais adequadas.

Fonte: https://idosos.com.br

Kit de primeiros socorros. Tenha o seu em casa!

Todos sabem que um primeiro atendimento é essencial para a sobrevivência em muitos casos de acidentes. Por isso, ter um kit de primeiros socorros para poder realizar o atendimento correto é essencial.

A única maneira de garantir que se está preparado para socorrer, de maneira rápida e – talvez – eficiente, vários tipos de acidente é o kit de primeiros socorros. Por exemplo, picadas, pancadas, quedas, queimaduras e até sangramentos podem ser atendidos ou, até mesmo – dependendo o nível de conhecimento médico de quem auxilia -, solucionados.

A maioria das farmácias comercializa o kit, entre 50 e 80 reais, mas nada impede que você prepare em casa e faça as alterações que achar necessárias. Algumas pessoas possuem ou convivem com alguém que é portador de alguma doença especifica que necessita de itens mais singulares, como os diabéticos em determinados níveis que precisam de insulina. Outro ponto importante, os itens podem variar de acordo com a ocasião, como apenas para acidentes domésticos, acidentes de transito e férias com a família. No entanto, a maioria das pessoas necessita apenas dos itens mais básicos, variando entre uma situação ou outra.

O conteúdo da caixa de primeiros socorros pode ser muito variado, porém, os produtos e materiais básicos incluem:

  • 1 embalagem de soro fisiológico a 0,9%: para limpar o machucado;
  • 1 solução antisséptica para feridas, como álcool iodado ou clorexidine: para desinfetar feridas;
  • Gazes esterilizadas de vários tamanhos: para cobrir feridas;
  • 3 ataduras e 1 rolo de esparadrapo: ajudam a imobilizar membros ou para segurar compressas no local de uma ferida;
  • Luvas descartáveis, idealmente sem látex: para proteger do contato direto com sangue e outros fluídos corporais;
  • 1 embalagem de algodão: facilita a aplicação de produtos nas bordas da ferida;
  • 1 tesoura sem ponta: para cortar esparadrapo, gazes ou ataduras, por exemplo;
  • 1 embalagem de curativo tipo band-aid: para cobrir cortes e feridas pequenas;
  • 1 termômetro: para medir a temperatura corporal;
  • 1 frasco de colírio lubrificante: permite lavar os olhos em caso de contato com substâncias irritantes, por exemplo;
  • Pomada para queimadura, como Nebacetin ou Bepantol: hidratam a pele enquanto aliviam a queimação da queimadura;
  • Paracetamol, ibuprofeno ou cetirizina: são medicamentos genéricos que podem servir para vários tipos de sintomas e problema comuns.
kit primeiros socorros

A farmacinha com estes materiais pode ser utilizado em quase todas as casas, escolas e locais de trabalho, pois contém os materiais necessários para tratar as situações de emergência mais comuns nesses tipos de ambiente. Aprender o que fazer para realizar um atendimento padrão também é muito importante.

Porém, a farmacinha pode ainda ser adaptada de acordo com as necessidades de cada situação. Por exemplo, no caso de esportes, como futebol ou corrida, pode-se também adicionar um spray de anti-inflamatório para reduzir a inflamação provocada por lesões musculares ou articulares. Veja o que fazer em caso de acidentes no esporte – cada atendimento tem uma condição especifica. Já quando se vai viajar de férias, também é importante verificar a validade dos medicamentos e certificar que todos estão em quantidades suficientes. Além disso, remédios para diarreia, enjoo ou problemas de estômago e principalmente uma pomada para picadas de insetos.

Fontes: https://www.avovo.com.br

A Importância da família

Abordar a questão do idoso dentro do âmbito familiar é o objectivo deste post. Analisemos duas questões: por um lado, temos o ponto de vista do idoso com suas necessidades e expectativas e por outro a família moderna com sua organização e dinâmica, nem sempre entendendo o processo que o idoso experimenta nessa etapa da vida.

   A família é definida como um grupo enraizado na sociedade e tem uma trajectória que lhe implica responsabilidades sociais. Especialmente perante o idoso, a família tem vindo a assumir um papel importante e inovador, na medida em que o envelhecimento acelerado da população que agora vivemos é um processo recente e ainda pouco estudado pelas ciências
sociais.

   Cabe aos membros da família entender essa pessoa no seu processo de vida, as transformações, conhecer as suas fragilidades, modificando a sua visão e atitude sobre a velhice e colaborar para que o idoso mantenha o seu lugar no grupo familiar e na sociedade.

   Aqui cabe uma primeira indagação: Como é que os filhos, de uma forma geral, habituados a serem cuidados e a estarem dependentes dos pais, por bons anos das suas vidas, num dado momento, passam a experimentar uma inversão nessa relação, quando os pais começam a necessitar de atenção e ajuda?

   Com as fragilidades que muitas vezes acompanham o processo de envelhecimento é comum surgirem conflitos entre os filhos quando a situação dos pais lhes passa a exigir novas responsabilidades e cuidados. Na realidade, a família precisa de um período de adaptação para aceitar e gerir com serenidade a nova situação, de forma a respeitar as necessidades dos pais e evitar que se sintam um peso para os filhos. Daí a importância do idoso reunir esforços para, nos mais diversos sentidos, não se entregar à inactividade, evitando o mais possível o sentimento de dependência da família que tanto aflige o idoso.

   Percebemos, em nossa experiência prática , que os idosos carregam a expectativa de receberem atenção e cuidados dos filhos e netos no momento em que perderem ou tiverem suas capacidades diminuídas, sendo este um fantasma constante a perseguir e preocupar os mais velhos.

   Outra questão importante diz respeito à situação actual do país. O desemprego tem vindo a colocar à margem do processo produtivo um significativo número da chamada população economicamente activa. Os idosos, ainda que empobrecidos, tiveram a oportunidade de viver uma fase anterior na qual havia trabalho em abundância e salário suficiente para sustentar a sua família, adquirir casa própria e o direito à aposentadoria.  

   A dependência entre as gerações, no nosso entender, revela-se em duas formas: a dependência material dos filhos que por precisarem cada vez mais e por mais tempo da protecção dos pais, não hesitam em aceitá-la, até por entenderem como obrigação. A dependência emocional dos pais, fruto do modelo familiar estabelecido. Neste modelo a família é entendida como uma forma natural de organização da vida colectiva, uma instituição estável da sociedade, sendo a união entre os seus membros a principal responsável pela integração e harmonia da vida familiar.   

   Esta dependência caracteriza-se, no nosso ponto de vista, num verdadeiro acordo tácito, ou seja, uma negociação na qual os pais acalentam a expectativa de obter, no momento que necessitarem, a retribuição pela dedicação oferecida à família.

   As mudanças que estão a ocorrer nas representações de família nas novas gerações estão a exigir formas alternativas de convívio familiar e consequentemente a reformulação de valores e de conceitos.

   A família portuguesa está cada vez mais distanciada do modelo tradicional, no qual o idoso ocupava lugar de destaque. Estamos a viver um importante período de transição e mudanças, no qual se verifica necessário o entendimento das transformações sociais e culturais que se processaram nas últimas décadas.

   É muito importante enfrentarmos o nosso próprio processo de envelhecimento dentro de expectativas condizentes com as novas formas de organização familiar. No entanto, qualquer   que seja a estrutura na qual se organizará a família do futuro, há a necessidade de se manterem os vínculos afectivos entre os seus membros e os idosos. Nesta fase da vida, o que o idoso necessita é de sentir-se valorizado, viver com dignidade, tranquilidade e receber a atenção e o carinho da família.