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Representante de Farroupilha é eleita Rainha da Terceira Idade

Representante de Farroupilha é eleita Rainha da Terceira Idade Júnior Lodi/Divulgação

Juvenila Kurmann Bertollo, 73 anos, é a nova Rainha Regional da Terceira Idade. A representante de Farroupilha foi a escolhida entre as sete candidatas que concorreram ao título no sábado (27), em Nova Roma do Sul. Mais de 650 pessoas participaram do evento realizado na comunidade de Fagundes Varela, interior do município.

O trio que representará a terceira idade regionalmente pelos próximos dois anos ficou completo com as princesas eleitas: Marilene Cesca Amaro, 72, representante de Antônio Prado, e Loreni Melchior Simões Pires Cantoni, 64, de Monte Belo do Sul. A melhor torcida foi a de Pinto bandeira.

Juvenila Kurmann Bertollo, de Farroupilha, é eleita rainha regional da terceira idade. Princesas eleitas: Marilene Cesca Amaro, 72, representante de Antônio Prado, e Loreni Melchior Simões Pires Cantoni, 64, de Monte Belo do Sul.

Representando o grupo São José, Juvenila ganhou, além da coroa, uma diária para duas pessoas na Pousada Nona Rosa, em Nova Roma do Sul. Com o título, ela fica também responsável pela organização da próxima escolha, que deve ocorrer em 2021.

— Este sentimento não tem explicação. Enquanto esperávamos o resultado, eu só pedia a Deus para que meu coração aguentasse a emoção — conta a rainha que espera melhorar ainda mais o seu grupo de convivência levando a coroa como motivação.

— As senhoras de idade devem participar deste tipo de evento. Não adianta ficarmos paradas.

O júri que escolheu o trio e as torcidas teve a seguinte composição: prefeito de Nova Roma do Sul, Douglas Fávero Pasuch; rainha da 13ª La Prima Vendemmia, Gabriele Calabria; diretor da empresa Pincéis Roma e sócio administrador da Vinhos Casa Corba, Tranquilo Tessaro; a então rainha do Grupo de Idosos Renascer, Zenair Dalmolin; e a vice-presidente da Festa de La Prima Vendemmia e diretora da Escola Municipal Barão do Rio Branco, Daniela Grazziotin Fávero.

Fonte: http://pioneiro.clicrbs.com.br

Visão deficiente pode levar ao declínio físico e a problemas cognitivos

A deficiência visual afeta a função física e cognitiva na velhice. Estratégias intervencionistas para adiar a deficiência visual podem contribuir para a manutenção da função física e cognitiva

Quase 65% dos adultos com 50 anos ou mais têm problemas de visão. Embora saibamos que a visão deficiente pode diminuir a capacidade funcional de um idoso, até agora não sabíamos muito sobre como essa alteração na visão poderia afetar as habilidades físicas e cognitivas (saúde mental) na terceira idade.

Em um estudo publicado no Journal of American Geriatrics Society, pesquisadores de universidades e faculdades de medicina alemãs estudaram 2.394 adultos, com idades entre 77 e 101 anos, para aprender como os problemas de visão afetavam suas habilidades físicas e cognitivas.

Os pesquisadores entrevistaram os participantes a cada 18 meses entre 2003 e 2012. Eles perguntaram aos participantes com que frequência eles se mantinham fisicamente ativos e quais atividades eles realizavam, incluindo ciclismo, longas caminhadas, natação, ginástica, trabalho no jardim ou cuidar das pessoas. Os pesquisadores também perguntaram com que frequência os participantes liam, escreviam, tocavam músicas, faziam palavras cruzadas, treinavam a memória, jogavam cartas, jogos de tabuleiro ou xadrez, e com que frequência se envolviam em atividades sociais.

Os participantes foram solicitados a classificar sua deficiência visual em uma escala que incluísse “sem comprometimento”, “comprometimento leve” ou “comprometimento grave ou profundo”. Os pesquisadores também perguntaram se os participantes tinham doenças crônicas, como diabetes ou hipertensão arterial, e quão severas eram essas condições.

Durante uma segunda etapa do estudo, 36 meses após o início do estudo, a maioria dos participantes era de mulheres com idade média de 82 anos. Neste grupo, a maioria dos participantes era de solteiros, viúvos ou divorciados e viviam sozinhos. Quase 80% dos participantes relataram não ter deficiência visual.

Mas depois da segunda etapa do estudo, as deficiências visuais aumentaram com o tempo, e a frequência das atividades físicas e mentais dos participantes diminuiu – especialmente atividades como ciclismo, longas caminhadas, ginástica e jardinagem. A capacidade de resolver palavras cruzadas e de ler também diminuiu à medida que os problemas de visão pioravam.

“Os pesquisadores concluíram que, quando a visão dos idosos diminui drasticamente, sua participação em atividades físicas e mentais também diminui. A equipe sugeriu que, uma vez que a maior parte da perda de visão é evitável, estratégias para postergar a perda de visão também podem ajudar a retardar o declínio físico e mental entre os idosos”, afirma o oftalmologista Virgílio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

Artrite e Artrose: dicas para prevenir

A artrite e a artrose (também conhecida como osteoartrose) são processos inflamativos e degenerativos de uma ou várias articulações do corpo, causando dores intensas e rigidez. Apesar de poder acontecer com qualquer pessoa, são bastante frequentes entre idosos. Por isso, separamos algumas recomendações para preveni-las:

  1. Emagrecer. O sobrepeso e a obesidade estão associadas entre as mulheres à osteoartrose de joelho, e em menor grau à de quadril. As chances de uma mulher ter osteoartrose de joelho aumentam em 60% para cada 5 kg de peso a mais. Além disso, as mulheres que perdem 5 kg de peso reduzem em 50% seu risco de desenvolver osteoartrose de joelho.
  2. Praticar atividade física. A fraqueza do quadríceps, músculo que fica na frente da coxa, está associada ao desenvolvimento de osteoartrose no joelho. Os melhores são os exercícios resistidos (aqueles realizados contra alguma forma de resistência à contração muscular) que fortalecem os músculos, e os de alongamento, que permitem um ângulo de movimentos adequado.
  3. Comer bastante frutas, verduras e legumes. A Organização Mundial da Saúde recomenda que as pessoas comam ao menos 400g desses alimentos por dia, e numa série de estudos observou-se que a quantidade ótima era a partir de 600g por dia. No caso da osteoartrose, uma alimentação rica em vitamina C ou D diminui em três vezes o surgimento e/ou a piora da osteoartrose.
  4. Ser cauteloso com esportes de impacto, como por exemplo o futebol. Acredita-se que o risco possa ser minimizado através do treinamento adequado e, no caso de uma lesão, através da completa recuperação da junta envolvida antes do retorno ao esporte.

Fonte: http://grupoconviva.com

Idosos solitários estão mais sujeitos a doenças

Wanda Domingos, de 83 anos, mora sozinha desde 2014, quando ficou viúva. Sua única companhia é um papagaio. Foi uma opção: os três filhos ofereceram abrigo, mas ela prefere dividir seu tempo entre um projeto como costureira voluntária e aulas de ginástica oferecidas numa praça da Tijuca pela drogaria Venâncio.

— Faço as compras, limpo a casa, passeio com minhas amigas. À noite nós trocamos mensagens no WhatsApp para ver se está todo mundo bem. Enquanto tiver saúde, quero morar sozinha — ressalta.

Um estudo da Universidade de São Paulo (USP), no entanto, assinala que muitos idosos têm dificuldades com o isolamento. A pesquisa, realizada com cerca de 11 mil pessoas de 60 anos ou mais, mostrou que pessoas da terceira idade que moram sozinhas têm, em geral, pior estado de saúde e hábitos relacionados, como o sedentarismo.

— Os idosos que vivem sós apresentam mais dificuldades para atividades cotidianas, como cuidar do próprio dinheiro, ir ao mercado e usar meios de transporte — conta Etienne Duim, doutoranda em Epidemiologia pela USP e coautora do estudo. — Quando enfrentam problemas de audição ou para atravessar a rua, por exemplo, acabam buscando a reclusão e, com isso, ficam mais sedentários.

Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional da Longevidade, destaca a mudança do perfil das famílias — eram maiores, por isso um dos filhos sempre abrigava os pais. As casas eram mais espaçosas. Agora, a classe média mora em pequenos apartamentos.

— Vivemos uma epidemia da solidão, o que pode deixar a pessoa deprimida — alerta. — Falta quem faça uma comida saudável ao idoso, quem o lembre de tomar seus remédios. A atual situação é uma porta de entrada para doenças.

Como a expectativa de vida tem aumentado — já chega a 79 anos entre as mulheres, e a 72 entre os homens —, os especialistas preocupam-se como os idosos serão atendidos por políticas públicas.

— A pobreza está aumentando, os gastos de saúde do governo federal estão congelados — diz Kalache.

No estudo, Etienne defende que novos serviços sociais sejam adotados para substituir a falta de apoio domiciliar para os idosos solitários:

— Diferentes setores devem se unir e elaborar planos com metas concretas que promovam melhores condições de envelhecimento.

Práticas do dia a dia também podem ajudar a vencer o desafio da saúde e da qualidade de vida na velhice solitária.

Fonte: https://extra.globo.com

Os benefícios da jardinagem para idosos

A jardinagem é uma boa terapia ocupacional para idosos, podendo ajudar na prevenção de algumas doenças como a depressão. Além disso, essa atividade também ajuda no combate ao sedentarismo e na diminuição de dores da coluna.

Alguns  idosos não saem de casa e, quando isso acontece, estes têm o hábito de caminhar pouco. Essa imobilidade pode causar dores na coluna, pernas e músculos. A maioria desses problemas poderia ser resolvido de forma simples, sem a necessidade do idoso utilizar medicamentos ou fazer visitas extras ao médico.

É ai que a jardinagem aparece como uma boa opção para se exercitar e evitar a indisposição e dores no corpo –  e não é difícil ter uma pequena horta ou jardim em casa, o que estimula o idoso a cultivar plantas, flores, hortaliças ou pequenas ervas.

Quem se dedica a esse afazer pode perceber melhoras durantes caminhadas e nas dores no corpo. Além de tudo, a jardinagem também proporciona grande satisfação pessoal, melhorando o humor e autoestima.

Uma pesquisa realizada pela Universidade Estatual do Texas, EUA, comprovou que idosos que praticam  a jardinagem regularmente têm uma maior satisfação de vida, níveis de energia e saúde em geral. Além disso, os idosos  que se voluntariam ao teste apresentavam uma alimentação mais saudável, o que pode estar ligado ao fato deles cultivarem alimentos como verduras, frutas e vegetais.  O pesquisa foi feita por Aime Sommerfeld e contou com quase 300 pessoas com mais de 50 anos de idade.

Construindo uma horta em ambientes pequenos

Não é porque você mora em apartamento ou vive em uma casa sem quintal que você não pode ter um pequeno jardim ou horta! Confira as dicas:

  1. Escolha vasos médios (nem tão profundos ou rasos), na quantidade de plantas que quiser cultivar.
  2. Algumas plantas conseguem coexistir com outros tipos no mesmo vaso, como o manjericão, pimenta, orégano e salsinha. Já a hortelã e o trigo precisam de um vaso único para elas.
  3. Opte por vasos de plástico caso queira plantar ervas como o manjericão. Eles são bem vedados e retêm a umidade e calor com facilidade.
  4. Já os vasos de terracota são ideias para tomatinhos e outros legumes, por  serem porosos e permitirem uma melhor evaporação do excesso de água (o que evita o encharcamento do vaso).
  5. Você também pode utilizar alguns materiais que tenha em casa para criar o próprio vaso, como baldes, latas, vidros e potes de plástico. Você só precisa criar pequenos buraquinhos no fundo, para possibilitar que a água escoe.
  6. Para facilitar o escoamento da água, uma boa dica é colocar pedras ou cacos de cerâmica no fundo do vasinho.
  7. No preparo da terra, é importante que você a misture com metade de um composto orgânico ou húmus de minhoca, que vão servir como vitamina para sua plantinha crescer bonita e saudável.
  8. Depois de plantado, você deve cuidar para que as mudas ou sementes cresçam. Lembre-se de aguar sempre que necessário (algumas mudas necessitam de mais água que outras; por isso, informe-se na hora em que for escolher as sementes).

Fonte: http://grupoconviva.com

Violência contra o idoso: como identificar e o que fazer

A violência contra o idoso nem sempre se manifesta fisicamente.

Há formas aparentemente mais sutis, porém igualmente destrutivas, como a violência psicológica, financeira e mesmo a negligência de cuidados. Ou seja, tudo o que pode comprometer a integridade física e/ou emocional do idoso deve ser considerado violência.

O mais complicado é que na maior parte das vezes o agressor é da própria família, o que faz com que o idoso sinta ainda mais dificuldade em buscar ajuda para libertar-se do problema.

Segundo dados de 2011 do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (Viva), da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, entre os idosos, a violência física foi responsável por 64% dos casos notificados. Em segundo lugar, a violência psicológica/moral e negligência/abandono. O autor da agressão, na maior parte dos casos (29,7%) é o filho da vítima.

Já nos números da Secretaria de Direitos Humanos, responsável pelo serviço de denúncia Disque 100, entre 2013 e 2014, 56% dos casos foram de violência psicológica, 43% de abuso financeiro e 27,72% de violência física.

Vale observar que os serviços de saúde têm maior notificação de violência física, porque é o tipo de abuso que os profissionais, sejam médicos, enfermeiros ou outros conseguem enxergar facilmente.

“A menos que seja um episódio isolado, normalmente o idoso sofre mais de um tipo de violência”,

diz Vanessa Alves, assistente social e coordenadora do Programa de Prevenção da Violência ao Idoso do CRI Norte (Centro de Referência do Idoso da Zona Norte), de São Paulo.

Segundo a profissional, a violência acontece, principalmente, porque a velhice é vista por alguns da sociedade como uma fase de decadência na vida.

“A sociedade vê o idoso como alguém que não produz mais riqueza, numa cadeia puramente de produção e consumo”, 

 afirma.

No CRI Norte, a assistente social diz que os tipos de violência mais comuns com os quais lida no serviço é a negligência de cuidados e a violência psicológica. Em seguida, vêm a física e a financeira.

“Recebemos muitos idosos que têm familiares com dependência de droga e álcool e, por isso, não recebem o cuidado que precisam dos familiares e ainda são ameaçados psicologicamente”,

diz.

Como ajudar?

Como quem comete a violência é, na maior parte dos casos, um familiar, é difícil para o idoso libertar-se da situação, seja porque não quer prejudicar o parente, seja porque é dependente de alguma maneira e não vê saída para o problema. Por esse motivo é importante que a sociedade em geral esteja atenta a essa questão.

Em caso de denúncia, ela pode ser feita pelo Disque 100, serviço da Secretaria de Direitos Humanos. Qualquer pessoa pode ligar 100 pelo celular ou telefone fixo. A ligação é gratuita e recebe denúncias sobre qualquer tipo de violação de direitos humanos.

No caso específico para idosos, é preciso escutar a mensagem automática e apertar o número 2. Os casos são analisados e encaminhados aos órgãos de proteção e defesa da região da ocorrência. O denunciante é mantido em sigilo, seja ele o próprio idoso violentado ou um terceiro.

Além desse serviço, os profissionais de saúde têm papel fundamental na percepção do que acontece com o idoso.

“Não só pelas marcas físicas, mas para tentar entender se há uma relação de dependência emocional e financeira do idoso e como isso se reflete na questão familiar”,

explica Vanessa.

Omissão:

A falta de cuidados também é um tipo de violência e nem sempre detectável, porque pode ser praticada por familiares diretos, comunidade, instituições de longa permanência e pelo poder público.

“Já avançamos muito, mas não há serviços suficientes e nem políticas públicas eficientes que considerem as necessidades do idoso. Isso também é um tipo de violência”,

explica a assistente social Vanessa.

Dentre os casos que chegam até a OAB Santa Catarina, muitos são por conta de familiares que se apossam dos bens do idoso, tanto do salário como da casa.

Outra queixa comum são os maus tratos sofridos por idosos em serviços, como no transporte público, por exemplo. E ainda estão na lista a exploração financeira.

“Serviços de empréstimo com condições especiais para os aposentados merecem atenção, pois podem ser abusivos”,

diz a advogada Marilene.

Prevenção:

Assim como a violência contra a criança, esse tipo de crime contra o idoso também acontece por uma visão generalizada da sociedade de que essa é uma população fragilizada.

“Por isso, nosso principal objetivo é empoderar o idoso e sensibilizar a sociedade para que cada um se imagine na terceira idade e perceba que ele é um adulto com suas particularidades, porém com uma história de vida e direitos”,

afirma Vanessa.

Em Santa Catarina, diversas instâncias se uniram para facilitar a vida do idoso que decidir fazer uma denúncia ou que procure um serviço de saúde ou policial para delatar a violência.

“Até hoje, se um idoso que sofresse violência física ou sexual fosse ao hospital, ele teria de contar ali o que aconteceu, seria então encaminhado para a delegacia, onde precisaria repetir a história, e depois ao IML, e contar tudo de novo”,

explica Marilene.

Entendendo a dificuldade do processo, o Conselho Estadual do Idoso iniciou em setembro de 2016 uma campanha junto aos órgãos de saúde, à OAB e aos serviços policiais para que o idoso conte a sua história apenas uma vez.

“Por meio de uma ficha computadorizada, os órgãos irão se comunicar e a pessoa que prestar o atendimento inicial à vítima preenche a ficha, que será depois acessada pelos demais serviços”, conclui Marilene.

Fonte: http://portalamigodoidoso.com.br

Caixa Cultural – Exposição: “Arte para Sentir”

Em parceria com a Caixa Cultural – SP, 30 idosos atendidos pelo Instituto Pinheiro puderam conhecer a exposição “Arte para Sentir”.

A exposição “Arte Para Sentir” – da Caixa Cultural, reúne obras de cinco artistas que podem – e devem – ser exploradas por meio dos sentidos. São explorados sentidos como o tato, audição, paladar e a visão do espectador.

A exposição proporciona ao público a oportunidade de passar por uma vivência estética menos contemplativa. Além de desenvolver uma atitude mais ativa e criadora diante da arte.

Assim, os idosos puderem conhecer uma instalação totalmente integrativa e acessível.

Aplicativos ajudam cuidadores a evitar o burnout

Esse blog volta e meia aborda o papel dos cuidadores de idosos e os desafios dessa atividade tão desgastante. Milhões de pessoas fazem isso sem qualquer tipo de remuneração, conciliando outros compromissos, como trabalho e filhos – e a um preço alto para a saúde. Mesmo os profissionais podem ser vítimas da síndrome de burnout, que traz uma sensação de esgotamento físico e mental acompanhada de sintomas como dores de cabeça, pressão alta ou insônia.

Há aplicativos em português para aliviar um pouco esse trabalho, que controlam a rotina de medicamentos e medições vitais, mas seu foco ainda está basicamente no idoso. No entanto, há um enorme campo não explorado: os apps que visam ao bem-estar do cuidador. Nos EUA, esse segmento prospera, como mostra o site The Gerontechnologist. O Wisdo oferece o apoio de quem já passou por situação semelhante: usando um sistema de mensagens privadas, você pode compartilhar sua história sem se expor e trocar experiências. Há fóruns para solidão, ansiedade e autoestima, entre outros. Embora não seja um aplicativo específico para cuidadores, foi considerado uma das dez startups mais inovadoras pela revista “Fast Company”.

O Carely ajuda familiares a se organizarem em mutirão para dar conta das tarefas. Depois de formar um grupo, as pessoas podem se comunicar por ali e postar no calendário do aplicativo o horário de uma visita, por exemplo – os demais saberão que, naquele período, não têm com o que se preocupar. O TCare (que vem de tailored care, ou seja, cuidado sob medida) é um protocolo que, através do perfil do cuidador, cria uma estratégia para combater o burnout.

A startup LifePod utiliza Alexa, a assistente virtual da Amazon, infelizmente ainda não disponível em português. É bastante útil para quem monitora um idoso que vive sozinho: a rotina do indivíduo fica toda arquivada e, através dos comandos de voz, são feitos alertas sobre a hora de tomar a medicação, uma data comemorativa (o sistema se encarrega de fazer a ligação telefônica para o aniversariante do dia) ou um programa que será exibido na TV. O cuidador recebe avisos quando seu ente querido se queixa de algum desconforto, podendo fazer contato imediatamente.

De acordo com pesquisa de 2015 da organização Family Caregiver Alliance, quase 35 milhões de americanos eram responsáveis por um idoso, sendo que mais de 15 milhões se dedicavam a um portador de demência ou Alzheimer. No Brasil já há os chamados serviços de concièrge para a terceira idade: empresas que mantêm um time de profissionais que vão a domicílio para atividades físicas ou de estimulação cognitiva. Também servem de acompanhantes para consultas médicas, idas ao supermercado ou mesmo ao cinema. O problema é o custo desse tipo de conforto, inviável para a maioria. Temos que apostar na tecnologia para dar conta do desafio.

Fonte: https://g1.globo.com