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Governo reduz transparência em conselho de idoso

Na esteira dos decretos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que alteraram a estrutura de 27 órgãos colegiados vinculados ao Executivo federal no fim de junho, o governo acabou, na prática, com o controle social sobre o Fundo Nacional do Idoso –que, em 2018, teve R$ 15,2 milhões em receitas, e neste ano conta com orçamento de R$ 14,5 milhões, de acordo com dados do Portal de Transparência da União.

As diretrizes para a aplicação dos recursos do fundo são definidas pelo CNDI (Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa), um dos órgãos colegiados afetados pelos decretos publicados em 27 de junho. De caráter deliberativo, cabe ao CNDI estabelecer os termos dos editais usados para selecionar os projetos financiados.

Os recursos são executados pelo MMFDH (Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos), comandado por Damares Alves, ao qual o conselho está vinculado.

Antes de ser modificado, o conselho era composto por 28 membros titulares -todos aptos a presidir o CNDI, o que garantia a paridade determinada em lei. Desse total, 14 eram representantes da sociedade civil escolhidos em processo eleitoral. O governo federal indicava representantes de 14 ministérios, dando ao grupo um caráter interdisciplinar.

Agora são apenas três membros: três representantes do ministério de Damares e outros três oriundos da sociedade civil. Entretanto, o decreto determinou que o presidente será sempre o titular da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa do MMFDH, nomeado pela ministra.

Hoje a secretaria é comandada por Antonio Fernandes Toninho Costa –pastor evangélico batista, mesma denominação de Damares, e dentista. Especialista em saúde indígena, seu currículo –disponibilizado pelo próprio ministério– não traz nenhuma experiência ou formação na temática dos direitos dos idosos. Em 2017, ele foi presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio) por quatro meses, indicado pelo PSC, àquela altura partido do presidente Jair Bolsonaro. Antes disso, foi assessor parlamentar na Câmara dos Deputados entre 2012 e 2016.

O presidente tem o voto de minerva em caso de empate. Ou seja: o governo passa a ser capaz de sempre determinar o que será decidido pelo conselho. Além disso, o secretário atua como ordenador de despesas do fundo, o que, na visão de entidades ligadas aos direitos dos idosos, configura um conflito de interesse –atribuindo à mesma pessoa grande influência sobre a execução e a fiscalização das verbas (está última seria uma atribuição do conselho).

Segundo o ministério, “não há conflito de interesse, tendo em vista que o secretário Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa tem assento garantido no conselho; inclusive presidindo a casa, como se verifica em gestões anteriores”. A pasta ainda afirma que anteriormente o voto de minerva já cabia ao presidente do CNDI e que o decreto “não trouxe nenhuma novidade sobre as atribuições do presidente do conselho”.

Os conselheiros empossados em outubro de 2018 foram destituídos e o governo lançou um edital para escolher novos integrantes. Para entidades que faziam parte do CNDI, o decreto de Bolsonaro na prática acaba com a participação social nas políticas para idosos, transformando o conselho em um mero executor das decisões do governo.

Destituída da presidência do CNDI, Lucia Secoti, representante da Pastoral da Pessoa Idosa, diz que o órgão estará sob total controle do governo. Os antigos componentes têm solicitado uma audiência com Jair Bolsonaro e articulam na Câmara a aprovação de um decreto legislativo, proposto pelo deputado federal Chico D’Angelo (PDT-RJ), para sustar os efeitos de decreto.

“O ministério seleciona as entidades da sociedade civil. E o próprio regimento interno desse colegiado vai ser aprovado pelo ministério. Qual é a voz que as representações da sociedade civil terão nesse novo desenho? É essa a indagação que temos feito”, argumenta.

O controle social sobre os atos do conselho se tornou ainda mais importante depois de a Câmara aprovar, em dezembro, lei que facilita a doação de até 3% do imposto de renda de pessoas físicas para o Fundo Nacional do Idoso –o que pode aumentar o volume de recursos.

A opinião de Lucia é compartilhada por outras autoridades que compunham o conselho. A Ampid (Associação Nacional dos Membros do Ministério Público de Defesa dos Direitos das Pessoas Idosas e das Pessoas com Deficiência) divulgou uma nota de repúdio ao decreto. Segundo a entidade, composta por promotores que atuam na área, a medida “representa, de forma disfarçada, a extinção do CNDI”.

A entidade afirma que “basta uma rápida leitura de seu conteúdo para constatar que o que se fez foi reduzir a sua atuação e torná-lo um órgão exclusivamente de governo, sem a garantia de uma legítima participação social e um real e efetivo controle social, em séria afronta à Constituição Federal, à Política Nacional do Idoso e ao Estatuto do Idoso”.

Entidades como a Ampid e a ANG (Associação Nacional de Gerontologia), que tinham assento no conselho, decidiram boicotar o novo processo seletivo em protesto às mudanças.

Para Lucia Secoti, só o Congresso terá plenas condições de fiscalizar os recursos do fundo e a execução de políticas para a população idosa.

“A sociedade civil vai ter que fazer esse acompanhamento através do Portal da Transparência, mas a própria discussão vai ficar comprometida. A fiscalização vai ter ser feita pelo Congresso”, avalia. “A democracia participativa está sendo silenciada nos conselhos, que são espaços públicos de discussão”, lamenta.

Conselhos na mira de Bolsonaro

A extinção e redução de atribuições de conselhos e outros órgãos de participação social têm sido um dos principais alvos da reforma administrativa proposta pelo governo Bolsonaro logo depois da posse. Ao completar cem dias no poder, em 11 de abril, o presidente editou um decreto para extinguir todos os conselhos, comissões, comitês, grupos de trabalho e demais colegiados vinculados ao Executivo federal –o que afetaria centenas de órgãos, segundo estimativas do governo.

Em junho, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu por unanimidade limitar os efeitos do decreto, mantendo os conselhos criados por lei –caso do CNDI.

Desde então, Bolsonaro vem editando decretos alterando o funcionamento desses colegiados, em diversos casos reduzindo o número de integrantes e retirando atribuições. Há ainda mudanças no financiamento das atividades desses órgãos –como a suspensão do custeio de diárias e passagens para que seus integrantes participem das reuniões em Brasília. A decisão teve como objetivo reduzir despesas, segundo o governo.

Na última segunda-feira (22), o Conad (Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas) também foi alvo de intervenção por meio de decreto. Bolsonaro acabou com as vagas destinadas a organizações da sociedade civil e entidades de categorias profissionais (como juristas, médicos, psicólogos e enfermeiros).

Agora o Conad é composto exclusivamente por representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, ao qual está vinculado, e de outras pastas.

O Conad já havia motivado uma crise no governo em fevereiro, quando o ministro Sergio Moro decidiu nomear a pesquisadora Ilona Szabó, diretora do Instituto Igarapé, para uma vaga de suplente no órgão. Defensora do Estatuto do Desarmamento e da regulamentação da venda de drogas, Ilona foi alvo de ataques por bolsonaristas nas redes sociais. Insatisfeito com a escolha, Bolsonaro telefonou para Moro, que recuou da indicação.

Fonte: https://noticias.uol.com.br

Falta de memória estaria ligada a doenças e excesso de informação

Estresse, doenças e até mesmo o excesso de informação podem estar entre as causas de um problema cada vez mais frequente na população: a falta de memória. Quem tinha facilidade de aprender reclama que hoje esquece tudo, de alguma atividade feita durante o dia a compromissos e até do que estava falando no meio de uma conversa.

A maioria se preocupa com essa condição e tem medo do que pode significar. Nos idosos, pode estar associada à demência decorrente da doença de Alzheimer, que afeta 11% dos que têm mais de 65 anos. Nesse caso, apesar dos estudos, ainda não é possível reverter o quadro. Por outro lado, nos mais jovens, há situações em que a memória pode ser recuperada com mudanças de hábito, como dormir bem, controlar o uso de aparelhos eletrônicos e reduzir a ingestão de álcool.

É claro que esquecer algo uma vez ou outra não quer dizer que a saúde esteja comprometida. Porém, quando os ‘lapsos’ se tornam muito frequentes e começam a prejudicar o dia a dia em casa, no trabalho, no relacionamento social, é hora de levar a sério e procurar ajuda médica. Só um especialista poderá avaliar se é apenas uma situação momentânea ou se há necessidade de uma investigação mais apurada.

O neurocirurgião Emerson Magno de Andrade, Doutor em Neurologia pela Universidade de São Paulo (USP), explicou que a questão da memória varia de acordo com a faixa etária. Em pessoas jovens – crianças, adolescentes, adultos jovens – a principal causa de alteração envolve basicamente a atenção, o foco no que está se fazendo e não doenças neurológicas mais graves, o que seria muito raro.

No idoso, as demências estão entre as principais causas que chamam a atenção. “A gente entende como demência qualquer declínio cognitivo que leva à perda de funções cerebrais como memória, atenção, capacidade de orientação no tempo e no espaço”. O Alzheimer, nos idosos, é a principal causa das demências, mas no jovem, segundo ele, basicamente envolve a atenção.

“O que acontece, muitas vezes, é que a gente está exposto a um ritmo de vida bastante conturbado – jovem e adulto jovem – que envolve excesso de atividades, de trabalho, sono irregular, problemas de alimentação, abuso de bebida alcoólica. Tudo isso leva a um declínio da atenção e, consequentemente, da capacidade do cérebro de armazenar memória. Não seria um problema da memória em si, mas de ter atenção para uma situação”, observou.

Problema em todas as idades

Aos 46 anos de idade, a funcionária pública Lilian Cunha relatou que tem esquecido com frequência conversas que têm em casa, o que fez no trabalho no dia anterior e até no mesmo dia.

“Às vezes, se houver uma distração, esqueço o assunto no meio da conversa. Sei que todo o estresse a que somos expostos e a correria do dia a dia contribuem, mas tenho me preocupado com isso. O pior é que não sou a única. Várias amigas têm a mesma queixa”, relatou.

A auxiliar de serviços gerais Lucicláudia da Costa Santiago, 40 anos, reclama do mesmo problema. “Dia desses, vim para o Centro com uma quantidade de dinheiro. Fiz um pagamento e esqueci. Quando fui procurar o dinheiro na bolsa, achei que tinha perdido. Além disso, tenho dificuldade de assimilar informações. Acho que o estresse deixa a gente muito ansiosa e isso acaba interferindo”, avaliou.

Um primeiro ponto que pode explicar essa ‘perda de memória coletiva’ pode ser mesmo o estresse do dia a dia, o excesso de informação. De acordo com o neurocirurgião Emerson Magno de Andrade, o cérebro recebe informações o tempo inteiro e isso também pode causar confusão e afetar a memória.

“A gente é exposto a informações, mas elas são fragmentadas. São textos curtos, mas é uma nova informação que chega. Então, tudo isso leva a uma sobrecarga do cérebro que não consegue, realmente, filtrar o que é importante e o que deve ser descartado”, disse.

Adolescentes precisam ter foco

A estudante Larissa Santos tem 13 anos e, em tese, deveria ter facilidade em guardar informações. No entanto, está sofrendo com os ‘apagões’. “Eu esqueço quase tudo que acontece durante o dia e não sei o que é isso. Às vezes, à tarde, não lembro se almocei. Sei que é bom para a memória estudar, ler, e eu gosto, mas tenho dificuldade de aprender na escola. Estou até no reforço de Matemática”, declarou. Por outro lado, ela admite que se excede no computador e smartphone. “Fico até tarde acordada, nas redes sociais, mesmo com os alertas da minha mãe”.

Ludmila Paulino, 14 anos, é outro exemplo. “Tenho dificuldade de aprender. Acho que é muita informação e esse excesso tem influência negativa, não ajuda a gente a assimilar. Eu tenho feito resumos, colo bilhetinhos pela casa com informações para estimular, mas não está fácil”, constatou.

Na avaliação do neurocirurgião, o excesso de tempo, seja no computador ou smartphone, pode influenciar, e isso não ocorre pela questão do aparelho em si, mas a variedade de informações. “Quando se abre um computador, aparecem várias janelas, o que impede o foco somente em uma página. Tudo é muito chamativo, como imagens que se movem, links piscando. É difícil para o cérebro selecionar numa tela o que é importante e o que não é. Isso leva a um certo estresse e uma redução da atenção entre os vários assuntos. O excesso, realmente, pode causar prejuízos e deve ser evitado”, aconselhou.

Na avaliação do médico, o excesso de uso desses aparelhos é muito negativo. “É difícil para o cérebro competir a atenção entre a leitura de um livro, uma aula e uma mensagem de celular, uma notícia que, naquele momento, pode parecer mais chamativa. Esse tipo de distração causa também ansiedade, preocupação com o fato de não estar mais podendo se concentrar como antes e fecha-se um círculo vicioso”, acrescentou o especialista.

Quando procurar ajuda

A partir do momento em que começa a ocorrer uma perda frequente e rotineira da memória, causando prejuízo, isso chama a atenção e pode ser realmente um fator de preocupação. Merece ser investigado através de uma avaliação neurológica, segundo Emerson Magno. Em alguns casos, podem ser necessários exames de investigação complementares, como neuroimagem, ressonância magnética do encéfalo, tomografia do crânio, exames laboratoriais, entre outros.

“É claro que existem situações que são transitórias. Por exemplo, às vezes, a gente tem uma vida muito ativa e, quando o adulto se aposenta, é normal que, por haver uma redução significativa na exigência da função cerebral, da memória, pode ocorrer uma leve redução da capacidade de armazenar fatos novos, mas isso não chega ao ponto de causar prejuízo no dia a dia que é justamente quando chama a atenção para algum tipo de doença”, ressaltou.

Já se a pessoa não tem uma vida estressante, pratica alguma atividade rotineira, tem uma alimentação saudável, consegue dormir bem e, mesmo assim, se queixa ou percebe uma falha progressiva da memória, aí sim realmente pode ser algo a se preocupar e a ser investigado.

Emerson Magno lembrou que as doenças que levam a alterações são progressivas, com o início e uma piora que vai acontecendo cada vez mais. Esses casos merecem atenção para verificar se existe algum fator orgânico que seja a causa do distúrbio.

Alterações orgânicas

Algumas alterações orgânicas hormonais podem causar danos à memória, como o hipotireoidismo, que é um distúrbio em que se tem uma redução da função da tireóide. Entre outros sintomas, isso leva a uma lentificação do pensamento e afeta a memória.

Alguns tipos de tumores cerebrais, principalmente os localizados na região do lobo frontal ou temporal também causam prejuízos progressivos. Estes são casos menos comuns e, muitas vezes, estão associados a outros sintomas como cefaléia, crises epilépticas, entre outras.

Tudo isso, de acordo com o neurocirurgião Emerson Magno, deve ser bem investigado por um neurologista que, através de avaliação neurológica e exames subsidiários consegue encontrar a causa.

Problemas que afetam a memória

Os problemas que podem afetar a memória vão desde a desatenção, excesso de informação para o cérebro e ainda o acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos cerebrais, podendo levar a uma perda progressiva de memória.

“Condições que podem aumentar o nível de gordura nos vasos sanguíneos cerebrais podem ser diabetes, aumento do colesterol, tabagismo. A hipertensão arterial também prejudica porque acaba levando ao fechamento dos vasos sanguíneos cerebrais. Quanto menos fluxo sanguíneo o cérebro recebe, menos ele é capaz de manter qualquer atividade, mais especificamente a memória”, destacou o neurocirurgião.

Outra causa é o uso de drogas ilícitas e o álcool, um fator que, em longo prazo, pode levar a um declínio muito importante da memória, principalmente dos etilistas crônicos que fazem uso da bebida alcoólica.

Entendendo o Alzheimer

Existem vários tipos de demência e a mais prevalente delas é justamente a doença de Alzheimer, ainda de causa desconhecida. “Sabe-se que a gente tem um acúmulo de algumas proteínas de forma anormal tanto no interior do neurônio quanto entre as sinapses. Essas proteínas são chamadas de beta amilóides que levam a uma morte neuronal e à perda de sinapse que é a conexão entre os neurônios”, explicou o especialista Emerson Magno.

O Alzheimer tem causa desconhecida, mas alguns fatores de risco levam à prevalência, entre eles hipertensão arterial e diabetes. Outros podem prevenir ou retardar o início. Isso, conforme o médico, depende muito de uma vida intelectualmente ativa, com leitura, trabalho e sempre ter novos aprendizados.

“Cada vez que a gente aprende algo, estamos criando uma nova conexão entre neurônios. Imagine que temos várias conexões formadas no decorrer dos dias. Quando há alguma doença que leva à perda dessas conexões e à morte dos neurônios, o cérebro consegue ter uma via alternativa para manter aquela memória. Daí a importância de ter sempre novos aprendizados”, disse.

Aprendendo sempre, é possível criar novas sinapses, reforçar sinapses e mesmo que haja a perda de uma dessas conexões, o cérebro sempre vai encontrar uma via alternativa para manter essa memória. A atividade física rotineira também consegue prevenir ou retardar o surgimento da demência do Alzheimer.

AVC é segunda causa prevalente de demências

A segunda causa mais prevalente das demências é a chamada demência vascular, aquela que ocorre em pacientes que sofrem acidentes vasculares cerebrais (AVC) tanto isquêmicos (obstrução arterial do cérebro) quanto hemorrágicos (rompimento de artéria cerebral).

O neurocirurgião Emerson Magno de Andrade afirmou que, nesse processo, vão ocorrendo múltiplas lesões de áreas cerebrais por conta dos AVCs e, por causa disso, levam à perda das funções e da memória.

Estudo analisa se irisina previne ou retarda Alzheimer

Recentemente foi publicado, na revista Nature, uma das principais publicações médicas mundiais, um trabalho feito na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com camundongos. O estudo mostrou que os ratos expostos a atividades físicas rotineiras e frequentes conseguiam aumentar a liberação da produção de uma proteína chamada irisina, envolvida na manutenção da memória, e que pode ser uma das proteínas que conseguem prevenir ou retardar o surgimento do Alzheimer.

“Claro que é um trabalho ainda feito em animais e, muitas vezes, não conseguimos reproduzir esse mesmo resultado em seres humanos. Mas, é um dado que demonstra que a atividade física é um fator muito importante na prevenção da demência de Alzheimer”, avaliou Emerson Magno.

Demências reversíveis

Existem ainda outras doenças que levam à perda de memória, mas são demências reversíveis. Alguns exemplos envolvem um tipo de hematoma chamado subdural crônico. É um hematoma cerebral típico do idoso que surge entre o cérebro e uma membrana chamada dura-máter, que envolve todo o cérebro, e acontece com idosos que sofrem algum tipo de traumatismo craniano.

Nesse caso, seria um traumatismo leve e, nele, um vaso se rompe. Esse vaso começa a liberar sangue de forma bem lenta até que se cria um coágulo significativo, que comprime o cérebro e pode levar, entre outros sintomas, a um quadro de perda de memória relativamente rápida e progressiva.

O problema é tratado através de neurocirurgia, sendo possível drenar o hematoma e em boa parte dos casos, reverter completamente os sintomas, restabelecendo a memória, segundo o neurocirurgião Emerson Magno.

Outro tipo de causa de demência reversível é a hidrocefalia de pressão normal. Nela há um acúmulo do líquido no interior do cérebro. Além de causar perda de memória, causa também alteração da marcha e incontinência urinária. É tratada cirurgicamente, com a implantação de um cateter chamado derivação ventrículo peritoneal, em que se drena o excesso do líquido por um atalho para o interior do abdômen. Entre as causas de demência que podem ser potencialmente reversíveis está a deficiência em vitaminas, como a B12.

É possível chegar à velhice com boa memória

“É possível chegar a uma idade avançada e ter uma memória praticamente intacta”. É o que garante o neurocirurgião Emerson Magno de Andrade. Segundo ele, porém, isso envolve muitos fatores como estilo de vida adequado, prática de atividades físicas e, essencialmente, manter a memória sempre estimulada.

É o que faz o aposentado Adauto Ferreira da Silva, que tem 83 anos. Ele garante que a memória é muito boa. “Não tenho problema. Eu lembro de tudo, ando sozinho, não me perco. Sempre evitei o álcool, faço exercício, leio jornal, livros de Medicina. Minha filha sempre se admira porque eu lembro de muita coisa. O segredo é que eu me cuido, mas hoje as pessoas não fazem isso. Bebem demais, não dormem, se estressam”, analisou o idoso.

Para o neurocirurgião Emerson Magno, para contar com uma boa memória na terceira idade, tudo depende também do potencial genético de cada pessoa. “Esse potencial genético tem um peso bem considerável na forma com que o cérebro vai envelhecer”, enfatizou o médico.

Existe uma idade em que é “natural” a memória falhar?

Apesar de muitos considerarem que, na velhice, a memória já não tem mais a mesma capacidade da juventude, o médico afirmou que não existe uma idade certa para a memória apresentar falhas, mas lembrou que, assim como o corpo envelhece, o cérebro também envelhece.

“Então, não se espera que, na velhice, a gente consiga ter o mesmo desempenho intelectual e de armazenamento de memória como tínhamos na adolescência, na infância ou como adulto jovem. Realmente, é esperado um declínio na capacidade de armazenar e de recuperar memória com o tempo, mas não de uma forma que prejudique a independência do paciente. Esse seria o ponto chave, ter um prejuízo da independência”, frisou.

Alimentos bons para a memória

– Verduras de coloração verde-escura – Há quem diga que, em verduras como espinafre, brócolis, couve, há uma substância chamada luteína. Ela favorece a preservação da memória.

– Azeite de oliva – É uma gordura boa para o cérebro e tem efeito na manutenção do colesterol bom.

– Peixes – São ricos em ômega 3 que, segundo alguns estudos, ajudam muito na manutenção das sinapses, que são as conexões entre os neurônios.

– Chocolate amargo – Alguns estudos demonstram que tem uma importância na manutenção da memória, além de ser um estimulante forte.

– Café – É uma bebida que traz vários benefícios para o cérebro. Além de prevenir alguns tipos de demência, tem efeito estimulante, melhora o foco, a atenção e, consequentemente, teria um efeito bem benéfico para a memória.

– Nozes, castanhas – Os componentes dessas oleaginosas, como o selênio, são importantes para a função dos neurônios.

Hábitos para garantir uma boa memória

– Use a memória – Tente relembrar sempre o que for necessário. Hoje ficamos muito dependentes das tecnologias. Praticamente, não gravamos mais os números de celular. Nossas atividades são colocadas no telefone. Então, isso a gente transferiu a função da memória para aplicativos, para a tecnologia, para a máquina. Temos que tentar ao máximo possível utilizar nossa memória. Essa seria uma das dicas mais importantes.

– Leitura – É muito importante porque envolve a imaginação, a retenção da informação. Mas, não pode ser qualquer leitura. Tem que ser feita com atenção. A leitura em telas de computador e celular pode causar um grande prejuízo à memória justamente pela questão da distração com propagandas, o que faz perder a primeira etapa de formação da memória. No papel, o foco é somente naquele objeto estático. Leitura importante, como estudos, só no livro.

– Repita sempre – Outra dica é repetir sempre o que deve ser feito. Se está fazendo alguma atividade, tem que focar nela. Isso tende a reforçar a memória que está sendo feita.

– Novos aprendizados para idosos – Aprender algo novo é fundamental, e não tem que ser uma coisa muito complexa. Por exemplo: comprou uma TV nova, vai aprender a mexer nela, pegar o manual, ler com calma, tentar entender. Quem gosta de música, tentar aprender algum instrumento musical. Qualquer novo aprendizado é importante para a manutenção da memória. Além do envelhecimento do cérebro, a memória se perde com o tempo. Além disso, uma rotina diária de repetições tende a criar um prejuízo muito grande para o cérebro em longo prazo.

– Atividade física – A atividade física é importante para todo o organismo, inclusive para o cérebro.

– Sono adequado – O sono adequado deve ser muito valorizado e é importante para a memória em qualquer faixa etária. Alguns estudos mostram que é durante o sono que o cérebro filtra o que é memória útil e aquela memória que deve ser descartada. Se não temos um sono adequado, reparador, não consegue reter, em longo prazo, a memória a que o cérebro foi exposto durante o dia.

Síndrome de Savant

Existe uma síndrome chamada Savant – distúrbio psíquico com o qual a pessoa possui uma grande habilidade intelectual aliada a um déficit de inteligência – em que os indivíduos têm uma memória extraordinária. Não só a memória, mas também a capacidade de fazer outras tarefas, como tocar um instrumento, por exemplo.

“Alguns desses pacientes possuem uma super memória e a capacidade de, muitas vezes, em uma única visualização, lembrar do fato para sempre. São exceções, são casos raros”, destacou Emerson Magno. Outras pessoas, segundo ele, acabam tendo uma boa memória por questões de hábitos do dia a dia.

Fases da memória

A atenção é a porta de entrada para toda informação que o cérebro recebe. Quando somos expostos a qualquer situação ou dado, para termos a memória consolidada passamos por quatro fases: a primeira é a atenção, a parte inicial; a segunda é a compreensão, ou seja, quando se está atento para uma situação se compreende o que está em volta; a terceira fase é o armazenamento, em que se consegue armazenar aquilo em que você prestou atenção e compreendeu; e a quarta fase é a recuperação.

“Cada vez que se recupera uma memória armazenada, essa memória fica cada vez mais consolidada no nosso cérebro. Por isso, é tão importante repetir algum tipo de informação. Cada vez que a gente recupera uma informação e relembra de algo, mais as sinapses que mantêm essa memória ficam reforçadas e se torna mais difícil perdê-la”, ressaltou Emerson Magno. “A memória passa por algumas fases para ser realmente incorporada e que vão da atenção, compreensão, armazenamento da memória e recuperação. A atenção talvez seja o principal. Para poder reter a informação, é preciso estar realmente interessado àquilo a que se está sendo exposto”, ensinou.

O segundo ponto é a compreensão. Ele explicou que, ao decorar uma informação, ela tende a ser descartada com o tempo, porque o cérebro entende que se não houve a compreensão – segunda fase – não é importante. Entender é fundamental e permite armazenar de forma adequada. “A gente consegue associar ou recuperar uma memória, que seria a quarta fase, quando associamos um fato a outro. Essa associação pode ser de múltiplas formas, como através de uma lembrança que já se percebeu antes, por exemplo. Algumas pessoas conseguem passar por essas quatro fases de forma mais eficaz do que outras”.

Há casos em que, quando a pessoa se queixa de falha da memória, está pecando. “Não sendo uma doença, não sendo um distúrbio orgânico, ou realmente não está atento para o fato que está sendo observado ou não compreendeu aquilo. Observou, mas não entendeu”. O terceiro ponto é que ele entendeu, mas nunca mais recuperou. “A melhor forma de não esquecer uma situação é repetir isso várias vezes, ou seja, é preciso estar atento, compreender, conseguir armazenar. Quanto mais recupera, mais expõe o fato e mais isso fica sedimentado no cérebro”, ensinou.

Tipos de memória

Memórias de curto prazo – São aquelas que usamos por um curto período e são descartadas. Dura dias ou menos. É a memória que vai ser ou não ser transformada em memória de longo prazo. O que define isso é a significância dela para o cérebro. Quanto mais importante para a pessoa, maior a chance dessa memória se tornar definitiva. Um fator que influencia muito é o emocional. Um exemplo clássico é que sempre lembramos situações, onde estávamos, a roupa, com quem estávamos, como uma tragédia familiar ou de comoção nacional. Isso tem forte influência para ela se tornar de longo prazo.

Memórias de longo prazo – São as que ficam sedimentadas no cérebro e se tornam definitivas, permitindo a recuperação mesmo após bastante tempo.

Memória operacional (de trabalho) – É aquela usada por um período muito curto de tempo. É quando vamos discar um número de telefone, por exemplo. Olhamos para o número, usamos e simplesmente descartamos. Serve para manter a atenção e a consciência das coisas do dia a dia. Talvez um prejuízo na memória operacional, em que a memória é envolvida no lobo frontal, realmente pode causar um prejuízo a longo prazo em outras formas de memória e também na compreensão.

Entendendo como o cérebro funciona

A porta de entrada da memória de curto prazo é o hipocampo, localizado no lobo temporal do cérebro. Muito próximo ao hipocampo fica uma estrutura chamada amígdala cerebral que responde pela emoção. Por estar muito próxima ao hipocampo, consegue influenciar no que o componente emocional vai fazer com que essa memória se torne de longo prazo. A de longo prazo tem uma capacidade praticamente ilimitada no cérebro e vai ser distribuída por todo corte cerebral.

“É importante frisar que a memória, além de ser classificada pelo seu tempo, pode ser também pelo seu tipo. Existem dois tipos clássicos de memória: implícita ou de procedimento, e a outra é a declarativa”, destacou Emerson Magno.

A implícita tem relação com algum tipo de habilidade. “A gente consegue repetir de forma inconsciente, ou de forma implícita, como quando aprendemos a andar de bicicleta. Existe uma memória envolvida, mas quando aprendemos realmente, evocamos essa informação de forma inconsciente. É o mesmo que aprender a dirigir um carro, lembrar como ligar, que botão apertar, como passar marcha. Com o tempo, isso se torna algo automático e, praticamente, nem passa pela consciência”.

Já a memória declarativa ou explícita é aquela em que se evoca alguma informação ou algum fato através de imagens, de sons, por exemplo. “É aquela quando a gente lembra a imagem de uma casa, um rosto familiar, um número, uma senha, algo que a gente viveu no passado”, completou.

Fonte: https://portalcorreio.com.br

Longevidade é tema de exposição inédita no Rio de Janeiro

As mudanças demográficas no Brasil estão cada vez mais intensas. Em 1980, a expectativa de vida era de 62,6 anos. Quase 40 anos depois, em 2018, a expectativa saltou para 76 anos. É neste contexto que a seguradora multinacional Mongeral Aegon apresenta a exposição “Longevidade: os caminhos para viver mais e melhor”, que acontece de 2 de agosto a 15 de setembro, no Centro Cultural Correios, no Centro do Rio de Janeiro.

Fonte: https://www.annaramalho.com.br

Especialista explica sobre hábitos que são segredos para a longevidade

Todos os dias realizamos ações que são fundamentais para manter uma boa qualidade de vida. Alguns lugares do mundo com alto índice de saúde e longevidade, que são importantes para viver bem, são chamados de “zonas azuis”. Para falar sobre o assunto, o Santa Catarina no Ar recebe a coach Carolina Linhares.

Fonte: https://ndmais.com.br

Jogos desenvolvidos na UFF ajudam idosos a exercitar a mente

Um projeto desenvolvido por alunos bolsistas de iniciação científica da Universidade Federal Fluminense (UFF) está ajudando a equipe médica da instituição a exercitar a mente e identificar doenças mentais em idosos. Para isso, os estudantes desenvolveram dois jogos cognitivos, no Instituto de Computação da UFF, na área de multimídia.

A ideia faz parte de um projeto mais amplo que envolve sistemas para auxiliar médicos a detectar doenças que, normalmente, ocorrem mais em idosos, como a demência e o Mal de Alzheimer, o chamado comprometimento cognitivo leve. Coordenado pela professora Débora Christina Muchaluat, o projeto criou os jogos MemoGing e Jogo do Stroop, que foram testados no ano passado em pacientes da médica geriatra Yolanda Boechat, no Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP/UFF), e em idosos que semanalmente vão ao Campo do Gragoatá da UFF realizar atividades e que, a princípio, não têm queixas de falta de memória.

Iniciada há cerca de um ano e meio, a pesquisa segue em desenvolvimento, integrando diversas mídias e envolvendo teoria digital, inclusive com a parte de efeitos sensoriais, disse Débora Christinal. “A partir daí, surgiu a ideia de aliar essa nossa expertise em multimídia multissensorial, aplicando a novos exercícios cognitivos que pudessem auxiliar o tratamento dessas doenças relacionadas a problemas de memória”, disse a professora da UFF.

O MemoGing é um jogo de memória no qual o paciente compara figuras geométricas com outras que aparecem na tela do computador. Já o Jogo do Stroop contribui para as pessoas exercitarem o cérebro, na medida em que apresenta palavras em cores variadas para que o idosos diga qual é a cor que está vendo e não o significado da palavra.

Grau de dificuldade

Segundo Débora Christina, os testes mostraram que quanto mais idosa é a pessoa, mais queixas apresenta em relação à memória. Há mais dificuldade para acertar as perguntas do jogo. “Os resultados dos testes bateram, mais ou menos, com o que a gente encontra na literatura [médica]. Ou seja, os que têm mais idade demoram mais tempo para responder e têm mais dificuldade em acertar problemas relacionados à memória recente”.

A equipe da professora Débora quer usar esses jogos como uma espécie de auxílio ao tratamento, “com exercícios frequentes que as pessoas podem jogar para exercitar a memória e evitar uma perda maior de memória ao longo do tempo”.

O objetivo, a partir de agora, é integrar a esses jogos cognitivos efeitos sensoriais, que podem ser de luz, de calor, de frio, de vento, de água, e podem estimular outras percepções nos idosos. Essa estimulação, que os pesquisadores chamam de multimodal, pode estimular não só o sentido de audição e visão, mas também de olfato, de tato. “São outros sentidos que vão ser trabalhados de maneira conjunta”.

De acordo com a literatura médica, essa estimulação cognitiva multimodal pode trazer uma série de benefícios, ajudando, por exemplo, a reconstruir as redes neuronais e, futuramente, a recuperar até parte do que foi perdido no cérebro, restaurando essas conexões. “A ideia dessa parte multissensorial é a gente tentar ajudar que isso aconteça na prática, usando esses exercícios cognitivos multissensoriais”.

Efeito de aroma

Débora Christina pretende trabalhar agora no desenvolvimento de mais aplicações que tenham outros tipos de efeitos sensoriais, como o efeito de aroma, por exemplo. “A gente pode usar o efeito de aroma para ajudar a fixar essas imagens que foram apresentadas e que vão ser perguntadas logo em seguida se foram mostradas ou não”. A equipe já tem o equipamento exalador de aromas, o que permite prever que até o final do ano o novo jogo cognitivo poderá ser desenvolvido para aplicação em testes. “Esse é o próximo [jogo], que está no forno”.

A equipe do Instituto de Computação da UFF pretende também experimentar com o público idoso aplicações de realidade virtual. Com o uso de óculos específicos, os idosos poderão entrar no mundo virtual e também ter efeitos sensoriais, porque há mais variações de conteúdo que é apresentado ao usuário. “A gente pode mesclar as aplicações de realidade virtual com a ideia de uma sala de terapia multissensorial, a que a gente pretende chegar no futuro”.

Débora explicou que, com a realidade virtual, um psicólogo pode fazer exercícios cognitivos com o idoso e adotar diferentes artifícios para despertar sua memória. Por exemplo, o idoso pode pisar descalço em um chão de areia e, ao usar o óculos de realidade virtual, com aplicação de conteúdo de uma praia, se sentir mais imerso nesse conteúdo, porque lhe dá a sensação de que ele está mesmo em uma praia, sentindo o cheiro do mar. “Pode ser uma coisa bem interessante para estimular a parte cognitiva dos idosos, que é a nossa ideia original”, concluiu Débora Christina.

Fonte: http://www.ofluminense.com.br

Lian Gong: o que é e como pode ajudar os idosos

Lian Gong: o que é e como pode ajudar os idosos

28 de fevereiro de 2018 Grupo Conviva Terapias alternativas Deixe o seu comentário

O Lian Gong é uma prática física chinesa que foi desenvolvida por um médico ortopedista na década de 60, através de 18 movimentos. Esta terapia tem por objetivo tratar e prevenir dores no corpo, inúmeros problemas osteosmusculares e articulações, além de atuar nas disfunções dos órgãos internos e problemas respiratórios.

Entre idosos, o Lian Gong é muito recomendado pois é um exercício de baixa intensidade, que não oferece tantos riscos como outros tipos de atividades. Para esta população, a prática pode auxiliar a recuperar o estado fisiológico do corpo fortalecendo os membros e as funções dos órgãos, o funcionamento pulmonar e retardar os declínios característicos do envelhecimento. Pode atuar também sobre os músculos, tendões e ossos com intuito de torná-los mais saudáveis e menos suscetíveis à dores, trabalhando também o equilíbrio e percepção corporal.

Além destes benefícios físicos, a prática frequente de Lian Gong proporciona um maior equilíbrio mental e emocional, pois atua na concentração e quietude da mente, podendo prevenir e amenizar sintomas de depressão e ansiedade.

Fonte:http://grupoconviva.com

PELE SAUDÁVEL COM UMA BOA NUTRIÇÃO

O recurso do Botox ou gastar centenas, por vezes milhares de reais, em cremes que fingem desafiar a idade não são as únicas formas de manter a sua pele com um aspecto fresco, vigoroso e saudável. Uma das estratégias mais eficazes para fortalecer a saúde da sua pele é nutrir o corpo através de uma alimentação saudável e equilibrada. As investigações demonstram que consumir certos tipos de alimentos pode ajudar a prevenir rugas, danos causados pela exposição solar e manter a pele hidratada. Assim, na próxima vez que for às compras, faça também uma lista para a sua pele.

Laranja, frutos vermelhos e produtos hortícolas

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As frutas e legumes que possuem pigmentação vermelha apresentam altas taxas de antioxidantes que ajudam a prevenir o enrugamento precoce da pele. As batatas-doces, tomates e o melão, por exemplo, podem a judar a manter a sua pele firme e brilhante. Acrescente mais frutas e legumes como esses à sua alimentação diária. Em vez de fazer puré de batatas ou batatas cozidas com a batata regular, utilize batatas-doces com um pouco de açúcar amarelo e um pouco de manteiga. Quando fizer um sanduíche ou salada para o lanche, acrescente umas fatias de tomate, e troque as batatas fritas ou salgadas por fatias frescas de melão.

Citrinos

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Consumir citrinos diariamente ajudará a manter a sua pele hidratada, o que a longo prazo vai prevenir as rugas. A vitamina C é um antioxidante muito poderoso que pode manter o colágeno na estrutura da sua face e impedir a flacidez. Contudo, como a vitamina C é solúvel na água, os níveis dessa vitamina que podem ser armazenadas no seu corpo são reduzidos, o que significa que terá de fortalecer o seu “stock” natural diariamente. As laranjas são uma das melhores fontes de vitamina C, mas as toranjas, limões e limas também são excelentes escolhas para manter os níveis de vitamina C regulares. O colágeno começa a desaparecer a partir dos 30 anos – comece a armazenar a partir de agora!

Misture laranja ou toranja nas saladas para uma combinação saudável e fresca. Esprema uns limões, lima ou laranjas e beba revigorantes limonadas ou laranjadas. Esprema 1/4 de limão por cima de peixe grelhado ou de frango para um condimento exótico. As opções são variadas, seja criativa.

Chás

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Os antioxidantes conhecidos como EGCG são uma poderosa substância que pode prevenir a acne, danos causados por exposição solar e inflamações da pele. O EGCG é também conhecido por combater o câncer da pele e outros tumores. Os chás, como o chá verde, chá preto ou chá branco são as melhores formas de ingerir o EGCG, já que bastam entre quatro a seis copos de chá por dia para que a sua pele se beneficie dos efeitos do EGCG. Substitua gradualmente o café diário por chá, com isso os poderosos antioxidantes presentes no chá promoverão a saúde de todo o seu organismo.

Folhas verdes

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A vitamina A, um dos nutrientes  mais importantes para a saúde da pele, combate o envelhecimento precoce, a formação de escamas e a desidratação. A vitamina A também é essencial para a renovação celular e promove o crescimento de nova pele. O espinafre e brócolis, por exemplo, são excelentes fontes de vitamina A, sejam frescos, crus, cozidos a vapor. Os legumes de folhas verdes são excelentes agentes para a saúde da pele.

Peixes

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Os ácidos graxos ômega 3 encontrados no peixe, como no salmão, atum, sardinhas ou mesmo mariscos, possuem propriedades anti-inflamatórias que combatem os danos causados pela exposição prolongada ao sol. Apesar de consumir peixe ser uma excelente forma de manter a sua pele radiante e gloriosa, mantenha moderado o consumo de marisco, de modo a não ingerir demasiado mercúrio. Comer peixe 2 a 3 vezes por semana é suficiente, especialmente se a sua dieta já contempla muitos alimentos saudáveis para a pele.

Dra. Maria Candida Zacharias – nutricionista

Fonte: https://www.viva50.com.br

Aos 99 anos, Orlando Drummond volta à ‘Escolinha’ como Seu Peru

‘Enquanto estiver vivo, estarei presente com muito amor e carinho’, afirmou ator, que gravou episódio especial do programa.

Aos 99 anos de idade, ator e dublador Orlando Drummond interpretou novamente o personagem Seu Peru durante as gravações de um episódio da nova temporada da Escolinha do Professor Raimundo da Globo, nesta quarta-feira, 22.

Drummond contracenou com o ‘atual’ Seu Peru, Marcos Caruso, e reviveu os trejeitos e bordões do clássico personagem que fez sucesso na década de 1990 no programa ao lado de nomes como Chico Anysio, Lúcio Mauro e Rogério Cardoso.

“Não tem preço. Enquanto eu estiver vivo, estarei presente com muito amor e carinho. Obrigado, obrigado, obrigado”, agradeceu Orlando Drummond, que permaneceu no set até o fim da gravação do episódio.

Ele ainda fez questão de ressaltar a importância de sua esposa, Glória Drummond, para sua vida: “Ter a minha esposa junto desse grupo todo foi maravilhoso. A minha Glorinha, tudo para ela!”

Confira abaixo momentos de Orlando Drummond como Seu Peru na gravação da Escolinha do Professor Raimundo em 2019, aos 99 anos:

Estevam Avellar / Globo / Divulgação

‘Talento e obstinação não têm idade’

A diretora da atração, Cininha de Paula, pediu que todos os artistas saíssem de cena na gravação em determinado momento. Orlando Drummond, então, entrou no local e sentou-se em sua cadeira, devidamente trajado como Seu Peru. 

Na volta, uma surpresa a todos, especialmente para Marcos Caruso, responsável por dar vida ao personagem na nova versão da Escolinha, que se emocionou e chegou a chorar.

“A ideia era homenagearmos quem fez primeiro e acabou que nós é que fomos homenageados. Ele demonstra que o talento e a obstinação pela profissão não têm idade”, afirmou Caruso.

Daniel Garcial / Estadão | Vivi Zanatta / Estadão | Juliana Ortega / TV Cultura / Divulgação | Globo / Divulgação


Marcius Melhem, que interpreta o personagem Seu Boneco, também falou sobre a experiência: “Foi emocionante ver o Orlando lúcido, com saúde, aos quase 100 anos, e poder homenagear o grande artista que ele é.”

“Foi linda a gravação. A Escolinha é o lugar para isso, um programa que já é em si uma linda homenagem aos grandes comediantes que criaram tipos inesquecíveis. Ter o Orlando lá foi muito especial”, concluiu.

Orlando Drummond estreia no Instagram – mas tem perfil excluído

O perfil do Instagram de Orlando Drummond foi criado na última segunda-feira, 20, e chamou atenção ao somar mais de 15 mil seguidores em pouco menos de dois dias.

Porém, a conta saiu do ar na tarde desta quarta-feira, 22. O E+ entrou em contato com Felipe Drummond, neto de Orlando, que informou o motivo do ‘sumiço’ do perfil: “Infelizmente a conta do meu avô foi denunciada como fake e foi suspensa. Estamos correndo atrás para ela voltar o quanto antes”.

Fonte: https://emais.estadao.com.br