Dicas & Notícias

A amizade é um vínculo emocional significativo

A amizade é um vínculo emocional significativo, que envolve apreço ou estima entre pessoas, com relativa estabilidade. Ao longo da vida vamos estabelecendo e construindo relações de amizade, no contexto de diferentes cenários, como a escola, o trabalho, a vizinhança, as atividades desportivas, os interesses musicais, etc. Na atualidade, a vida real entrecruza-se, ainda, com as redes sociais, impregnadas por amizades com graus de intensidade muito variáveis.

E nas pessoas mais velhas, que importância tem a amizade? E que tipo de amizades valorizam?
As pessoas mais velhas também têm amigos, embora bem menos do que na juventude. Na segunda metade da vida, o tamanho da rede de amizades diminui gradualmente para metade, em comparação com adultos entre os 20 e os 30 anos (Lang, 2001).

Grande parte desta mudança nas redes de amizade está associada a perdas sociais (Adams, Sanders & Auth, 2004):

• se o trabalho profissional constitui um facilitador de relações com colegas e amigos, a transição para a reforma pode limitar o contato com essa rede;
• os problemas de saúde associados à idade ou a doenças também podem dificultar as saídas de casa e o contato com os amigos;
• por outro lado, a viuvez, a doença ou a própria morte dos amigos condiciona, naturalmente, a rede de amizades.

Não menos importante, uma outra explicação determina as amizades nas pessoas mais velhas.
À medida que envelhecem, tendem a privilegiar amizades mais próximas ou percebidas como mais importantes, enquanto que as relações sociais periféricas (menos próximas) são preferencialmente descontinuados (Lang, Wagner, Wrzus & Neyer, 2013).

Ao percepcionar um tempo de vida mais curto, os indivíduos tendem assim a ser mais seletivos em relação a pessoas e atividades que respondam a necessidades emocionais mais imediatas, evitando despender tempo (precioso) com amigos menos confiáveis ou que aborrecem (Carstensen, 1995; Carstensen, Isaacowitz & Charles, 1999). Esta premissa corresponde à denominada Teoria da Seletividade Socioemocional. Por outras palavras, os idosos preferem preservar um círculo próximo de confidentes (como velhos amigos ou pessoas que conhecem bem) e investir o tempo e a energia disponíveis em relacionamentos mais íntimos, que ocasionam apoio emocional de qualidade.

Na velhice, mais importante do que o número de amigos, é saber com quem poder contar (Antonucci, Ajrouch & Birditt, 2014), o que parece afetar não somente a saúde física e a esperança de vida, mas também o bem-estar psicológico (Carstensen et al., 2011; Huxhold, Miche & Schuz, 2014).

Num mundo atual em que a solidão e os sintomas depressivos constituem riscos para a saúde pública (APA, 2017), fomentar e preservar boas amizades são um excelente investimento para um envelhecimento mais humanizado, com vigor e significado.

Fonte: https://melhorcuidar.com.br

Terceira Idade cada vez mais conectada

“Personal trainer tecnológico” cria curso personalizado de informática para idosos

Conversar com a família e amigos, pagar contas com mais facilidade, fazer novas amizades… A terceira idade vem mostrando que pode compreender – e adorar – a tecnologia.

Pensando nessa parcela da população que tem procurado se integrar cada vez mais com a rede e mostrando que nunca é tarde para aprender, o instrutor de cursos de informática Walter Araújo se transformou em um “personal trainer tecnológico”, oferecendo cursos para que idosos aprendam a utilizar o computador.

Walter trabalhou por 32 anos com treinamentos para empresas como Petrobrás, Light, Jockey Club do Rio, CEG, Cedae, Plus Vita, Moinho Fluminense, entre outras.

Ao perceber que cada aluno apresentava dificuldades diferentes e que havia resistência de funcionários mais velhos em frequentar cursos de informática, o instrutor começou a voltar seus ensinamentos para os maiores de 65 anos.

“Meu primeiro aluno foi um ex-presidente da Bolsa de Valores do Rio, que começou a me indicar para várias pessoas que estavam entrando na terceira idade, entre elas alguns empresários do estado”, diz Walter Araújo, que tem alunos de 70 a 93 anos, entre eles o matemático Oswald de Souza e Guilherme Bezerra, dono da rede de restaurantes Joe & Leo’s.

As aulas para a terceira idade são domiciliares e personalizadas de acordo com as necessidades e o tempo de aprendizado de cada um. Também podem se estender a toda família, provando que a tecnologia pode ser um bom meio de lazer e integração.

“As maiores demandas deste público são usar a internet como pesquisa, fazer compras de passagens e usar as redes sociais. Também ajudamos a prevenir que as pessoas da terceira idade entrem em sites falsos e sejam lesadas, evitando fraudes”, completa o instrutor.

Uma pesquisa divulgada pelo IBGE em 2016 aponta que 14,9% da população idosa brasileira utiliza a internet. Há dez anos, os usuários eram apenas 7,3%. Segundo este mesmo estudo, o número de idosos que utiliza o celular também aumentou bastante, indo de 16,8%, em 2005, para 55,6%.

Além disso, especialistas afirmam que a informática na terceira idade é uma excelente atividade mental, já que auxilia na manutenção da memória, proporciona o aprendizado constante, enriquece a experiência pessoal e evita solidão.

Fonte: http://portalamigodoidoso.com.br

Para celebrar 30 anos de amizade, idosas fazem tatuagem

Tatuagem não tem idade. Para provar isso, duas idosas que são amigas há mais de 30 anos decidiram celebrar a amizade de longa data tatuando o desenho de algo que elas adoram tomar juntascerveja.

A cerveja em copo americano simboliza três décadas de muito papo de bar, diversão e intimidade de duas mulheres que compartilham de uma fraternidade que perdura desde a juventude.

As senhoras da fotografia são Ilda, de 70 anos, e Therezinha, de 66. Elas foram até o estúdio de tatuagem do neto, Thiago Oliveira Souza, de 29 anos, proprietário do Don Corleone Galeria, em Campinas (SP).

Uma vez no estúdio, elas conversaram com o rapaz sobre o desenho que queriam fazer. “A ideia foi da minha avó biológica Therezinha, que queria uma gravura relacionada à cerveja,” diz o tatuador, que considera Ilda sua avó ‘de coração’.

Ele desenhou então um esboço de dois copos americanos preenchidos pelo líquido amarelado. As vovós adoraram!

Ilda fez a tatuagem primeiro, enquanto Therezinha aguardava apreensiva. Quando ambas terminaram, ficaram atônitas com o resultado final. “Elas amaram, ficaram bem emocionadas, e eu também,” diz Thiago.

Para celebrar os 30 anos de amizade, idosas fazem tatuagem juntas

Ao saírem do estúdio, Ilda e Therezinha já mal podiam esperar para honrar a tatuagem recém-desenhada! Que amizade incrível, né?

O estúdio de Thiago fica na Rua Júlio Ribeiro, 39, Bairro Bonfim – Campinas (SP).

Fonte: https://razoesparaacreditar.com

Aos 73 anos, ex-BBB Ieda Wobeto posa vestida de noiva e celebra

Aos 73 anos, ex-BBB Ieda Wobeto posa vestida de noiva e celebra: 'Minha liberdade como mulher veio aos 50'

Sob os olhos atentos do amado, Ieda Wobeto posou para o ensaio especial “Mês das Noivas” do Gshow. O casal chegou de mãos dadas à belíssima Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, um cenário cheio de história e digno de um verdadeiro conto de fadas, em pleno Rio de Janeiro. Entre trocas de carinho e muitas risadas, os pombinhos se prepararam para uma sessão de fotos cheia de romance e que, até então, ninguém sabia, mas reservava muita emoção.

Ieda e Marcelo driblam preconceito por causa da diferença de idade — Foto: Artur Meninea/ Gshow

Aos 36 anos, o advogado e empresário Marcelo Gomes se apaixonou perdidamente pelos encantos de Ieda. Ao ver os dois juntos, tudo faz sentido. O casal transborda amor e companheirismo. A diferença de idade passa batida.

“Ela mudou a minha vida para melhor. O olhar dela mexe comigo da cabeça aos pés. É algo muito forte. A gente conversa através dos olhos. O sorriso dela é energia para mim. O que eu puder fazer para vê-la sorrir, farei. Já passei por muita coisa para saber o que quero, e eu quero tê-la na minha vida”, completa.

Marcelo, noivo de Ieda, fala sobre diferença de idade entre eles: 'Se ela tivesse 20, 30 anos, não teria chamado a minha atenção.' — Foto: Artur Meninea/ Gshow

Marcelo é de São Paulo, Ieda de Porto Alegre. Ela é touro, ele escorpião (uma combinação de temperaturas elevadas. Ui!). Ela é divertida, ele mais sério, porém, só quando precisa ser o Marcelo profissional. Ao lado da amada, ele se solta. Ieda tem o dom de fazer as pessoas sorrirem facilmente.

“Eu vejo o Marcelo de duas maneiras: ele é um grande executivo, quando sai pela manhã para trabalhar, de terno e todo sério. É o homem em quem eu posso confiar. Ele tem o dom de me fazer sentir menina. Me passa muita segurança. Mas, ele também me permite ser mais madura. Às vezes, ele é o menino. E isso é muito bom, porque tem essa troca. Ele me passa uma juventude muito grande, mas, segundo ele, eu passo isso também. A gente se completa. Somos duas crianças juntas (risos)”, conta Ieda, que foi coroada a primeira Miss Canoas em 1964.

Ieda usa vestido de noiva branco de renda com decote canoa e costas nuas. O visual é arrematado com um lindo colar de pérolas. — Foto: Artur Meninea/ Gshow

Durante as conversas que antecederam o ensaio, Ieda se mostrou insegura em usar um vestido de noiva. “Não vou ficar ridícula? Branco não, pelo amor!”, dizia ela. No dia das fotos, ela topou experimentar e amou o resultado. Foram quatro looks diferentes, sendo três vestidos e um terninho. Na ocasião, o noivo quase não segurou a emoção! Marcelo mexia na aliança, olhava para o teto, respirava fundo para segurar as lágrimas, que teimavam em cair.

“Tive vontade de chorar. Ela estava maravilhosa. E vê-la vestida de noiva, só me fez ter certeza de que eu preciso passar por isso de verdade. Nunca tive vontade de casar, até critiquei meu irmão por ter gastado tanto no casamento dele. Falava que deveria ter viajado, mas a emoção que ele sentiu, eu senti parte dela no ensaio. Foi muito gostoso. Quero ver a Ieda de noiva de novo. Não sei se só vai ser em Las Vegas, mas não tem como não oficializar”, diz Marcelo.

Ieda se veste de noiva em ensaio especial para o Gshow: 'Por que não? Eu me achei linda!' — Foto: Artur Meninea/ Gshow

Ao se ver vestida de noiva, Ieda é taxativa:

“Por que não? Eu me achei linda! É a minha vida, e sou dona dela. Estar noiva aos 73 é desafiar os comentários, os preconceitos, mas, para mim, é amor, vontade de viver. Se eu não prejudico ninguém, faço dela o que quiser, certo?”

Sobre o casamento, Marcelo conta: 'Las Vegas, está garantido' — Foto: Artur Meninea/ Gshow

O casamento

Eles estão noivos desde abril – o pedido aconteceu no aniversário da ex-sister em sua casa em Porto Alegre. Até então, as alianças representavam apenas um compromisso. O casal já se considerava casado e não fazia planos de oficializar o relacionamento. Porém, depois do ensaio, tudo mudou!

“Como vai ser, precisamos desenhar ainda, porque as famílias são grandes e tem pessoas com certas limitações. Talvez, uma festa no Sul e outra em São Paulo, porém, em Las Vegas, está garantido. Quero ver a Ieda de noiva”, garante o empresário.

Ieda veste terninho branco com body, que dá um toque de modernidade e sensualidade ao visual  — Foto: Artur Meninea/ Gshow

Mais experiente!

Juntos há nove meses, a gaúcha revela o segredo por trás do relacionamento, que será oficializado no segundo semestre do ano, em Las Vegas:

“Nunca brigamos, e aí entra a minha experiência, o meu lado de mulher vivida. Temos um relacionamento maduro. Já tive outros relacionamentos que não deram certo, então sei o que eu devo ou não fazer e como eu posso entendê-lo. Não adianta bater de frente e acabar estragando o relacionamento.”

Sobre ficar noiva aos 73 anos, Ieda declara: 'É desafiar os comentários, os preconceitos, mas, para mim, é amor, vontade de viver' — Foto: Artur Meninea/ Gshow

Além da maturidade, tem algum segredinho?

“A sinceridade. A gente fala sobre tudo! Quanto mais conversamos, mais fácil de entendê-lo. Falamos de tudo. E eu dou a ele uma segurança muito grande, de comportamento, de amor, sentimentos. E ele me passa isso também. Sou ciumenta demais, porém, ele faz com que eu não precise sentir.”

Ieda e Marcelo adoram curtir o tempo livre juntos: 'A gente conversa, assiste a um filme comendo pipoca e jogamos vídeo game' — Foto: Artur Meninea/ Gshow

Curiosidades

No tempo livre, o casal conta do que gosta:

“Em casa, quando ele chega do trabalho, a gente conversa, assiste a um filme comendo pipoca e jogamos vídeogame. Também adoramos ir ao cinema e visitamos muito a família do Marcelo, praticamente todos os dias. Ele é muito família. Parece que estou em lua de mel constantemente”.

Ieda posa estonteante com vestido de noiva branco com detalhes em renda na manga  — Foto: Artur Meninea/ Gshow

Marcelo sempre se relacionou com pessoas mais velhas:

“Desde cedo, me relaciono com pessoas de mais idade. Aos 14, namorei minha professora, que tinha 49 na época. Meus pais, minha avó, sempre estiveram do meu lado. É normal para eles. E eu nunca tive muita paciência para as pessoas da minha idade. Brinco com todo mundo, mas sou uma pessoa velha de alma.”

Ieda revela o segredo do relacionamento com Marcelo: 'Nunca brigamos, e aí entra a minha experiência, o meu lado de mulher vivida' — Foto: Artur Meninea/ Gshow

Ieda foi casada por 28 anos com o seu primeiro namorado. Aos 50 anos, ela quis se separar, porque sentia vontade de viver coisas novas:

“Estava levando uma vida que não era prazerosa para mim como mulher. Nesse momento, nasceu uma nova Ieda, foi quando tive liberdade. Comecei a namorar, a viver a adolescência que não havia vivido. A minha liberdade de mulher veio aos 50 anos. Antes, eu era a mãe e a esposa. A partir dali, com os filhos crescidos e casados, nasceu a Ieda. E isso foi muito bom para mim, porque consegui me soltar e descobrir quem eu sou. Amadureci muito como mulher. Acho até que fiquei mais bonita, comecei a gostar de mim.”

Ieda sobre a relação com o corpo aos 73 anos: 'Gosto demais do meu corpo, me sinto muito bem' — Foto: Artur Meninea/ Gshow

Ieda lida muito bem com a idade:

“Nem eu acredito que tenho tanta idade. Às vezes, me dá um pânico. Olho para o meu braço e o vejo todo enrugadinho, aí percebo que são meus 70 e tantos, mas tudo bem. Gosto demais do meu corpo, me sinto muito bem.”

Ieda é só elogios para o noivo: ' Ele tem o dom de me fazer sentir menina. Me passa muita segurança'  — Foto: Artur Menine/ Gshow

No início do relacionamento, o casal sofreu preconceito pela diferença de idade:

“As pessoas, às vezes, não acreditam. Se eu postasse que estou com dificuldades, ninguém iria opinar, mas estar bem incomoda muita gente. Alguns comentários até me incomodam, sou humana, mas não altera em nada. Não deixo de seguir a minha vida e correr atrás dos meus objetivos por isso. E não vou deixar de estar com o Marcelo porque alguém que eu nem conheço está questionando se não tenho vergonha ou qualquer outra coisa. Mas isso era mais no começo, hoje, já parou.”

Ieda não ficou um espetáculo de noiva? A gente amou! — Foto: Artur Meninea

Sexo depois dos 70 anos”

Minha vida sexual vai muito bem, obrigada (risos). Não vejo diferença nenhuma. Estamos satisfeitos um com o outro.”

Ieda Wobeto posa lindíssima durante ensaio para o Gshow — Foto: Artur Meninea/ Gshow

Fonte: https://gshow.globo.com

Por que o idoso deve tomar cuidado com quedas mesmo após trocar os óculos

Se a visão borrada aumenta o risco de acidentes dos mais velhos, o período de adaptação ao uso de novas lentes também demanda cautela

Miopia, astigmatismo, hipermetropia e outros problemas que afetam os olhos estão entre as principais causas de tropeços e quedas. Ainda bem que existem métodos para corrigir essas falhas, como as cirurgias e, claro, os óculos. Mas esses acessórios exigem atenção extra: um estudo da Universidade de Bradford, na Inglaterra, descobriu que os primeiros dias de utilização estão relacionados a um maior número de tombos entre os indivíduos mais velhos.

“O médico e o profissional da ótica precisam customizar os modelos de acordo com a característica de cada paciente e passar orientações para evitar esses problemas”, aponta o oftalmologista Leoncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, em Campinas (SP).

Veja o que acontece na fase de adaptação em cada tipo de lente nova

Miopia: Aperto para enxergar de longe. Os óculos novos deixam os objetos um pouco menores e mais distantes do que a realidade.

Hipermetropia: Há uma dificuldade para ver de perto. Nos primeiros dias após a correção, as coisas aparentam ser maiores e mais próximas.

Astigmatismo: Distúrbio marcado por uma visão borrada a qualquer distância. O tratamento faz com que tudo pareça levemente desnivelado.

Fonte: https://saude.abril.com.br

Até que idade pensas divertir-te?

Na semana passada realizou-se no Centro de Congressos do Hotel Vidamar, o 3º Encontro das Universidades Sénior da Região Autónoma da Madeira. A organização esteve a cargo da Câmara Municipal do Funchal, com a colaboração da Universidade Sénior do Funchal, na qualidade de Universidade Anfitriã e da Rede de Universidades da Terceira Idade (RUTIS), instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) e de Utilidade Pública de apoio à comunidade e aos seniores .

O primeiro dos dois dias do encontro foi dedicado à conferência “Envelhecer com Saber”. A conferência foi dividida em sete painéis sequenciais, em que foram abordados temas como o combate ao isolamento, a deficiência, a nutrição, a educação, (des)emprego, a atividade física e o papel dos Ginásios Sénior (a propósito, no Funchal já há três), e a sexualidade na terceira idade, que de forma ligeira e com grande rigor científico contribuiu para desmistificar alguns preconceitos.

O formato incluía um espaço de debate com a participação da assistência, no fim de cada painel. Para quem está habituado àqueles momentos em que a primeira pergunta custa a sair, foi uma lufada de ar fresco, assistir ao grande envolvimento por parte do público, maioritariamente constituído por alunos das várias Universidades Sénior da RAM, com excelentes contribuições e muito boas perguntas. Apesar das dificuldades de transporte que impediram a participação de algumas instituições, como seja o caso “natural” do Porto Santo, a sala esteve sempre bem lotada.

O segundo dia foi preenchido pelo Festival de Grupos Musicais Seniores das Universidades Sénior (RUTIS) 2019.

No programa constavam as atuações do coro da Universidade Sénior do Funchal e dos grupos da Universidades Sénior de Pombal, da Universidade Sénior de Aljustrel, da Universidade Sénior de Pedroso e Seixezelo (Gaia) e, a fechar, o grupo da Universidade Sénior de Ferreira do Zêzere.

Gosto de música. Por isso, embora não seja fã dedicado de boa parte do repertório da maior parte das tunas universitárias (mesmo as Sénior), quis assistir às atuações. E fiz bem. Todos os grupos apresentaram quadros diferentes, mas bastante coerentes. Houve atuações sem instrumentos (Funchal), ou acompanhadas por uma única harmónica (Aljustrel), houve atuações com mais de uma dezena de músicos (casos de Pombal ou de Pedroso e Seixezelo), e houve um grupo (Ferreira do Zêzere) que, com apenas 15 pessoas, encheu o palco e o auditório de música em boa disposição tão bem como outros que apresentaram quatro dezenas de elementos.

O que mais me surpreendeu, no entanto, não foi tanto a qualidade técnica mostrada, ou a boa forma vocal daquelas pessoas, foi a alegria contagiante e o entusiasmo de toda aquela gente que, em palco ou na plateia se divertiu e participou de forma ativa e consciente ao longo dos dois dias destes encontros.

É esta a grande mais valia das Universidades Sénior: a componente social. Manter a atividade física e mental é importante, mas manter a abertura para novas relações humanas, para partilhas conhecimentos e experiências, para continuar a viver e a sentir as emoções que nos fazem sentir vivos e que nos humanizam, é verdadeiramente fundamental.

No final só me vinha à memória uma pergunta que foi “slogan” de uma marca de refrigerantes: “Até que idade pensas divertir-te?”.

Mesmo sem preencher os requisitos de idade para ser aluno destas universidades, saí destes encontros com boa disposição, renovada esperança no futuro e com vontade de começar novos projetos.

Mas a principal lição que levo destes alunos e destas alunas não é a resposta a esta pergunta, é que a própria pergunta não faz sentido. Divirtam-se!

Fonte: https://www.jm-madeira.pt

Suplementação de cálcio | Artigo

Suplementação de cálcio é recomendação frequente, mas extensão dos benefícios não são completamente esclarecidos pela literatura científica.

, mostra que a interação entre cálcio, vitamina D e ossificação é complexa e pouco conhecida.

Mais de 98% do cálcio ficam armazenados no esqueleto, reservatório que retira ou libera cálcio na circulação, de acordo com as necessidades.

Cálcio exerce duas funções fisiológicas essenciais: transmitir mensagens no interior das células e conferir dureza e resistência à estrutura óssea. Como sua eliminação pela urina, fezes e suor é inevitável, a ingestão de quantidades insuficientes por períodos prolongados pode afetar diversos processos biológicos.

Para mulheres de 19 a 50 anos e homens de 19 a70, a dose diária recomendada é de 1.000 mg/dia. Mulheres com mais de 50 anos e homens acima de 70 requerem 1.200 mg/dia.

Cerca de 70% do cálcio presente na dieta da maioria dos adultos vêm do leite e seus derivados (uma xícara de leite ou uma fatia de queijo contém cerca de 300 mg; um copinho de iogurte natural 450 mg). Vegetais como brócolis, certos peixes (sardinha e salmão), sucos e alimentos fortificados fornecem, em média, mais 300 mg/dia.

A rigor, a suplementação só está justificada nos casos em que a quantidade ingerida é inferior às necessidades diárias. O cálcio presente nos alimentos é absorvido com mais facilidade do que o dos suplementos.

Estudos observacionais sugerem que o risco de fraturas aumenta quando a ingestão diária cai abaixo de 700 mg a 800 mg. O benefício da suplementação em pessoas sem deficiência não está demonstrado.

As preparações mais comuns são as de carbonato e de citrato de cálcio. O carbonato contém 40% de cálcio elementar, deve ser tomado junto com as refeições, é mais barato e mais fácil de encontrar, mas eventualmente provoca obstipação e flatulência. O citrato contém 20% de cálcio elementar, pode ser administrado fora das refeições e causa menos desconforto abdominal.

Análises conjuntas (metanálises) de diversos estudos mostram que administrar cálcio provoca reduções inexpressivas do número de fraturas. A mais completa delas revelou diminuição de 12%, mas apenas em pessoas internadas em instituições para idosos.

Além dos problemas digestivos, a suplementação aumenta o risco de cálculos renais. Quanto maiores as doses, maior o risco.

Publicações recentes levantaram a suspeita de que ela aumentaria o risco de arritmias cardíacas e infarto do miocárdio, por deposição de cálcio na parede das artérias. Os resultados, entretanto, são conflitantes.

Enquanto essas dúvidas não ficam esclarecidas, o ideal é oferecer através da alimentação as quantidades que o organismo necessita. A suplementação deve ser prescrita em doses mínimas, divididas em pelo menos duas tomadas diárias, somente nos casos em que a pessoa não consegue ingerir quantidades adequadas.

Receitar cálcio indiscriminadamente não faz sentido.

Fonte: https://drauziovarella.uol.com.br

Mãe e filha criam agência de turismo para terceira idade

A tecelã Thereza Quedas aposentou-se aos 40 anos devido à condição insalubre de seu trabalho e, para ocupar o tempo, ainda na década de 1970, ela juntava amigos e parentes num ônibus fretado para entregar doações a internos do sanatório em Campos de Jordão, no interior de São Paulo. Foi desses passeios beneficentes que surgiu uma ideia que se transformou em negócio. Anos mais tarde, Thereza se juntou à filha Cíntia e da união nasceu a Cinthe-Tur, uma agência de turismo especializada em excursões para idosos, e em turismo cultural e religioso. A empresária, que começou sua trajetória com microempreendedora individual (MEI), viu o negócio crescer e atualmente gera emprego para 10 funcionários.

Antes, a empresária organizava as viagens no chamado boca a boca. “A maior parte das pessoas eram senhoras da vizinhança”, conta Cintia. Foi a partir das excursões ao interior paulista que Thereza recebeu sugestões para que fizesse pacote para grupos fechados, o que aconteceu. Além disso, ela fez curso de guia turístico e decidiu abrir uma pequena empresa no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo, onde está atualmente. A expansão aconteceu à partir de 2010, quando a Cinthe-tur passou a fazer passeios diferenciados, ao se especializar em roteiros religiosos e culturais direcionados à terceira idade.

De microempreendedoras, mãe e filha hoje possuem uma Empresa de Pequeno Porte (EPP) e já contrataram 10 funcionários para atender o público-alvo, formado de pessoas entre 70 e 77 anos, a faixa etária de Thereza, que tem 74 anos e, mesmo assim, comanda as excursões por toda parte, como o Sri Lanka, Índia, Nepal, e agora o Leste Europeu.

SEMANA MEI

De 20 a 24 de maio, o Sebrae promove simultaneamente, em todo o país, uma semana inteira com ampla programação digital e presencia. São oficinas, webinários, palestras, seminários e orientações técnicas, que têm como foco apoiar os MEI e os empreendedores interessados em se formalizarem como MEI.

O objetivo da iniciativa é oferecer subsídios para que os empresários possam agregar mais valor aos seus produtos e serviços e alcançar melhores resultados em seus negócios. Presencialmente, serão oferecidos atendimentos especializados, focados nas dificuldades e deficiências gerenciais e de competitividade dos microempreendedores individuais. Pela web, serão disponibilizadas dicas sobre gestão, crédito, finanças, marketing digital, benefícios de ser MEI, direitos e deveres, além de conteúdos específicos para alguns segmentos de maior volume do MEI como Alimentos e Bebidas, Beleza, Construção e Reforma, Energia, Saúde e Bem-estar, Turismo, Vestuário, Calçados e Bolsas.

Educação Financeira: No mesmo período da Semana do MEI, de 20 a 26 de maio, acontecerá a Semana Nacional de Educação Financeira, com ações direcionadas também a auxiliar a gestão financeira do MEI. Pesquisa do Sebrae apontou, em 2018, que 77% dos microempreendedores individuais ouvidos nunca fizeram capacitação em finanças, 50% deles preferem registrar o controle dos gastos e investimentos em papel e 34% não conseguem manter seus pagamentos em dia. Neste contexto, o Sebrae adotou as finanças como tema da Semana do MEI deste ano e conciliou toda a sua agenda de capacitações em gestão financeira voltada ao MEI, trazendo orientações para que este se torne mais competitivo e tenha no controle de gastos um aliado para se tornar a cada dia mais competitivo. Já são mais de 2 mil eventos voltados a educação e gestão financeira planejados para o período.

Fonte: http://folhanobre.com.br